<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239</id><updated>2011-07-28T21:00:59.865+01:00</updated><category term='Literatura Ergódica'/><title type='text'>DigLitMedia</title><subtitle type='html'>Literatura e Média na Era Digital</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://diglitmedia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Manuel Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03815438473613231241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>416</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-8733776248326097727</id><published>2009-01-20T09:27:00.000Z</published><updated>2009-01-20T09:28:35.742Z</updated><title type='text'>Apresentação oral dos projectos digitais</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Local: Sala de Seminários do Instituto de Estudos Ingleses (6º piso)&lt;br /&gt;Data: 23 de Janeiro de 2009, sexta-feira, entre as 14h00 e as 18h00  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Andrea Daniela da Silva Vale, 14h00&lt;br /&gt;Camilo Clemente Soldado, 14h20&lt;br /&gt;Carolina José Abreu de Freitas, 14h40&lt;br /&gt;Cristiana Raquel Almeida Domingues, 15h00&lt;br /&gt;Diogo Agante da Silva, 15h20&lt;br /&gt;Emílio José Lopes Fuentes, 15h40&lt;br /&gt;Fábio André Valente dos Santos, 16h00&lt;br /&gt;João André de Almeida Ruela Ribeiro, 16h20&lt;br /&gt;João Pedro Pinto Gaspar, 16h40&lt;br /&gt;Maria Eduarda Oliveira Eloy, 17h00&lt;br /&gt;Sara Cristina Tomásio Cruz, 17h20&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-8733776248326097727?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8733776248326097727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8733776248326097727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2009/01/apresentao-oral-dos-projectos-digitais.html' title='Apresentação oral dos projectos digitais'/><author><name>Manuel Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03815438473613231241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-1561326689268602699</id><published>2009-01-01T13:42:00.001Z</published><updated>2009-01-01T13:54:14.237Z</updated><title type='text'>A mais recente matéria-prima do mundo actual</title><content type='html'>No dia em que me inscrevi na faculdade e fui informado de que teria de escolher mais uma disciplina, dentro de um leque de seis, como minha opção transversal, não me preocupei e escolhi &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Literatura e Media na Era Digital&lt;/span&gt; pelo simples facto de a palavra digital estar relacionada com a era em que vivemos, a era dos computadores e de esse ser um meio do qual uso e abuso bastante.&lt;br /&gt;No entanto, e neste preciso momento em que estou a escrever o meu último &lt;span style="font-style:italic;"&gt;post&lt;/span&gt; para o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;blog&lt;/span&gt; da disciplina, chego à conclusão que valeu a pena.&lt;br /&gt;Ao longo deste semestre que agora acabou, tive a possibilidade de ver as mais variadas obras digitais, algumas delas bastante estranhas e confusas, admito...mas muitas delas bastante interessantes, apelativas e dinâmicas. Destaco algumas obras como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Strings&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cidadecitycité&lt;/span&gt; não só pela forma como foram feitas, mas também pela mensagem que pretendem transmitir.&lt;br /&gt;Este novo meio (digital) é uma nova porta que se abriu...um novo mundo a descobrir...e pelo que já se viu, considero que o caminho a seguir é o da inovação e aposta nesta nova matéria-prima.&lt;br /&gt;Relativamente ao futuro, penso que esta nova forma literária tem pernas para andar, uma vez que, actualmente, eu e outros jovens adultos da minha idade somos designados de geração dos computadores ou geração digital.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-1561326689268602699?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1561326689268602699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1561326689268602699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2009/01/mais-recente-matria-prima-do-mundo.html' title='A mais recente matéria-prima do mundo actual'/><author><name>Emílio Fuentes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-8723068099736414986</id><published>2009-01-01T13:14:00.002Z</published><updated>2009-01-03T13:14:41.055Z</updated><title type='text'>Cidade = Aparato/Confusão/Correria</title><content type='html'>A obra digital &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cidadecitycité&lt;/span&gt;, de Augusto de Campos, demonstra algo que é muito comum no nosso dia-a-dia caso vivamos numa cidade – a confusão.&lt;br /&gt;Na sociedade em que vivemos e principalmente nas cidades, apercebemo-nos que as pessoas vivem numa constante correria, um género de luta contra o tempo, sem se aperceberem do que se passa à sua volta. E esta obra digital é bem exemplo disso, uma vez que o autor coloca, ao longo de uma linha recta imaginária, um determinado número de letras que estão em constante movimento, fazendo lembrar uma fila de trânsito criada pelo número excessivo de carros. À medida que as letras se vão movimentando ouve-se uma voz de fundo que fala de uma forma muito acelerada, dificultando, deste modo, a sua compreensão.&lt;br /&gt;Portanto, o principal objectivo do autor é dar a entender, através de uma simples obra digital, no que se tornou o nosso quotidiano, nomeadamente nas cidades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-8723068099736414986?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8723068099736414986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8723068099736414986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2009/01/cidade-aparatoconfusocorreria.html' title='Cidade = Aparato/Confusão/Correria'/><author><name>Emílio Fuentes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-8543991561473469304</id><published>2009-01-01T12:25:00.004Z</published><updated>2009-01-01T12:56:42.949Z</updated><title type='text'>Bomba – Augusto de Campos</title><content type='html'>O &lt;span style="font-style:italic;"&gt;poema-bomba&lt;/span&gt;, de Augusto de Campos é uma obra digital que comporta som, imagem e texto. O autor pretende passar a ideia do que acontece quando algo explode, daí que inicialmente esteja tudo calmo, as letras estão juntas, contudo, e após a explosão, as letras começam a ser projectadas em todas as direcções, dando a sensação de confusão e aparato.&lt;br /&gt;Para além do texto (as letras) e dos movimentos do próprio texto, a autora recorre ao som, que por sua vez é o ruído, o estrondo da explosão.&lt;br /&gt;Logo, podemos concluir que Augusto de Campos recorre ao meio digital não só como uma forma de escapar às formas mais tradicionais mas também porque pretende dar a conhecer as vantagens que este novo meio tem para oferecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-8543991561473469304?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8543991561473469304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8543991561473469304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2009/01/bomba-augusto-de-campos.html' title='Bomba – Augusto de Campos'/><author><name>Emílio Fuentes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-2204444586591760397</id><published>2008-12-31T14:49:00.003Z</published><updated>2008-12-31T15:01:52.805Z</updated><title type='text'>O pedido de ajuda de Augusto de Campos</title><content type='html'>&lt;em&gt;sos&lt;/em&gt; não é apenas um poema electrónico de Augusto de Campos. É um apelo, em nome de todos nós. Sobre um fundo negro (como "a noite que anoitece") aparecem letras amarelas ao som de um ruído que rapidamente associamos aos filmes de ficção científica passados no espaço. As letras agrupam-se formando um círculo que vai rodando e constituindo frases lidas por uma voz séria, lembrando um robot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frases como "Que faremos após", "sem sol sem mãe sem pai", "vagaremos sem voz" giram à volta de um núcleo que, no final do poema, culmina com um "vagaroso SOS". Tudo neste poema aponta para a solidão da sociedade contemporânea, cada vez mais só, cada vez precisando de mais ajuda, mas sem voz que a possa pedir. Augusto de Campos representa a Humanidade como um grupo de crianças "sem mãe, sem pai" que se sentem sozinhas numa noite escura, sem terem como pedir ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que se pudesse escrever sobre a solidão que presenciamos todos os dias e que é um flagelo que nos persegue, Augusto de Campos consegue em &lt;em&gt;sos&lt;/em&gt; dizer tudo o que há para ser dito...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-2204444586591760397?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/2204444586591760397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/2204444586591760397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/o-pedido-de-ajuda-de-augusto-de-campos.html' title='O pedido de ajuda de Augusto de Campos'/><author><name>João A. Ribeiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-3369651890669095934</id><published>2008-12-30T22:54:00.002Z</published><updated>2008-12-30T23:28:52.683Z</updated><title type='text'>Afinal o que é a Poesia Digital??</title><content type='html'>As sucessivas e intensas pesquisas nos meios de comunicação, realizadas nas últimas décadas, têm permitido o surgimento de novas obras hipermédia, marcadas pela sua imprevisibilidade, concedendo-lhes uma subjectividade e liberdade de criação. De certa forma, estas novas características dão uma nova forma de criação da poesia contemporânea afectando, directamente, a própria literatura e a forma como esta se estrutura.&lt;br /&gt;A poesia digital obrigou à superação de três elementos que dão sustentabilidade à poesia tradicional - autor-texto-leitor - sendo substituídos por um outro grupo associado na construção destes textos poéticos, nomeadamente, programador-poeta-máquina-texto-leitor.&lt;br /&gt;Podemos considerar que o ciberespaço define as experiências sociais e cognitivas actuais, numa sociedade onde existe uma constante justaposição entre o real e o virtual, permitindo ao Homem, a vivência de um novo Mundo transponível ao espaço físico.&lt;br /&gt;Toda esta dimensão particular, oferecida pela poesia digital, confere-lhe uma vertente, deveras, atractiva e o nascimento de novas estruturas espaciais com o rasto de espaços análogos que se cruzam, se complementam e, por vezes, se opõem.&lt;br /&gt;O caso da interactividade é um outro parâmetro que a poesia concreta oferece ao seu público, integrando um número infindável de sequências do qual o leitor tem liberdade de optar, exigindo a sua permanente participação.&lt;br /&gt;Assim, podemos considerar que o meio da tecnologia poética permite uma abertura de horizontes e aprofundados conhecimentos, verdadeiramente, interessantes, contribuindo, eficazmente, para o desenvolvimento da criatividade humana, numa realidade social onde se dá demasiada importância ao mundo das tecnologias, atravessando todas as idades e mentalidades.&lt;br /&gt;Para terminar, na minha opinião, o desenvolvimento de todas estas obras têm como verdadeiras inspirações, grandes obras literárias, o que possibilita um conhecimento generalizado já que o meio digital é mais atractivo que o meio convencional, convencendo um maior número de indivíduos a aderir a esta mesma leitura. Contribui, de certa forma, para um fortalecimento da literatura e para uma maior aproximação desta com a própria sociedade que, naturalmente, é o alvo pretendido.&lt;br /&gt;Todos estes novos conhecimentos relativos a este tema só foram possíveis graças às aulas de Literatura e Media na Era Digital que, na minha perspectiva, nos possibilitou uma nova percepção relativamente à própria essência da Literatura que, à semelhança do Mundo em que vivemos, atravessa uma permanente evolução e transformação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-3369651890669095934?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3369651890669095934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3369651890669095934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/afinal-o-que-poesia-digital.html' title='Afinal o que é a Poesia Digital??'/><author><name>Andrea Vale</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-8707768624789106113</id><published>2008-12-30T22:31:00.000Z</published><updated>2008-12-30T22:32:24.535Z</updated><title type='text'>99 maneiras diferentes de olhar o mesmo mundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os Exercícios de Estilo de Raymond Queneau demonstram de modo surpreendente que é possível (mesmo que tangencialmente) relacionar poemas japoneses, com Matemática, “helenismos”, a língua dos Pês, “francesismos”, “inglesismos” e possivelmente tudo o mais que possamos imaginar. A premissa é a mais simples possível: descrever um único acontecimento no maior número possível de maneiras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se há algumas descrições que são acessíveis aos leitores, outras requerem algumas ferramentas de interpretação e/ou uma pitada de imaginação (por exemplo, o texto Translação: “No Y, num horizonte de grande mozés, uma tipolitografia dos seus trinta e dois anoféles, chapuz de femeeiro com um cordial a substituir a fitobiologia, pespego comprido como se lho tivessem esticado”). No entanto, há sempre algo que se aprende em cada texto, quer a nível de algum pormenor que permita imaginar uma parte do acontecimento, ou em termos de vocabulário, ou simplesmente em relação ao modo como o autor (e os tradutores) foram capazes de reproduzir determinado universo temático/ linguístico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; Lendo vários dos textos é posssível encaixar o puzzle do  acontecimento (ou conjunto de acontecimentos circunstanciais) que é retratado, como se se estivesse a recolher depoimentos de testemunhas diferentes e com dialectos distintos (em suma, habitantes de Babel). O que inicialmente parece problemático rapidamente se torna interessante e estimulante e a cada leitura aprendemos uma nova possiblidade de moldar a língua.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, este conjunto de textos deita por terra a noção de que uma imagem vale mais do que mil palavras. Assistir ao conjunto de ocorrências descritas seria porventura muito menos interessante que ler acerca delas descritas de várias maneiras originais. Além disso, uma imagem revelaria apenas uma visão e nunca permitiria o exercício mental que este conjunto de textos produz. Podemos observar o Mundo com dois olhos mas pensá-lo em 99 linguagens diferentes consegue dar-lhe cores que o cérebro nunca conseguiria interpretar (à primeira vista).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-8707768624789106113?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8707768624789106113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8707768624789106113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/99-maneiras-diferentes-de-olhar-o-mesmo.html' title='99 maneiras diferentes de olhar o mesmo mundo'/><author><name>Maria Eduarda Eloy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-4804377567555703388</id><published>2008-12-30T22:30:00.000Z</published><updated>2008-12-30T22:31:32.085Z</updated><title type='text'>A escrita como arte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Bartolomé Ferrando demonstra através das escrituras superpuestas a beleza oculta da caligrafia. Numa das suas obras, sob um fundo cinzento sobressaem os contornos marcados pela tinta dourada, como um enlace entre prata e ouro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vislumbram-se palavras no emaranhado dos veios de tinta, mas é necessária alguma preserverança e múltiplos artifícios do olhar para encontrar o poema escondido à vista desarmada. As letras interligam-se e, como o nome do conjunto de obras indica, a escrita sobrepõe-se, quase como se escrevêssemos uma frase sem qualquer espaço entre as palavras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sangre aerea arterias incoloras sobre un libro de paginas de luz&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Parece uma frase enigmática.  Talvez seja uma metáfora para uma leitura pulsante, o livro como motor da vida, uma escrita divina. A estória que ganha corpo e alma através de cada linha escrita: a tinta corre e forma as letras, palavras, frases, linhas... como o sangue flui pelas arterias. Em poucas palavras a escrita consegue materializar-se nalgo sobrenatural e mágico, mesmo que o léxico inclua termos mais carnais e, portanto, associados ao mundo do real.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;São múltiplos os sentidos que se podem procurar (e percorrer) enquanto se observa esta obra de Bartolomé Ferrando  e várias as questões que podem surgir: porquê o uso específico das duas cores associadas a metais nobres, qual o significado (se é que o tem) daquela pincelada mínima a cinza/prateado no fundo da página, o que será que o autor quis realmente dizer, haverá outra palavra oculta que dê um contexto completamente diferente à frase? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o mais admirável é o facto de Bartolomé Ferrando conseguir transformar de modo tão simples (e simultaneamente complexo) a contemplação de uma pintura no acto de leitura e levar o “leitor” (em mais do que um sentido) a ler como se estivesse a observar um quadro. As duas artes fundiram-se harmoniosamente provando que a caligrafia não serve só para revelar a personalidade do escritor ou para embelezar uma página: é também um mundo secreto, um código com significados ocultos que pode surpreender o mais desprevenido dos leitores.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-4804377567555703388?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4804377567555703388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4804377567555703388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/escrita-como-arte.html' title='A escrita como arte'/><author><name>Maria Eduarda Eloy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-447224844831492531</id><published>2008-12-30T22:04:00.002Z</published><updated>2008-12-30T22:52:19.253Z</updated><title type='text'>"Húmus Poema Contínuo" de Rui Torres</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.telepoesis.net/humus/humus_index.html"&gt;http://www.telepoesis.net/humus/humus_index.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema hipermédia de Rui Torres - Húmus Poema Contínuo - tem como base de criação, os texto elaborados por Herberto Hélder, poeta português e Raúl Brandão, jornalista e, também, escritor português.&lt;br /&gt;Húmus de Raul Brandão foi documentado durante a primeira guerra mundial e a sua primeira publicação foi no ano da Revolução Russa. Esta obra tem suscitado diversificadas opiniões por parte da crítica literária, interessando salientar o seu carácter de "antecipação".&lt;br /&gt;Tal como no poema reescrito por Rui Torres, Raul Brandão define-se pela reedição e reelaboração da sua própria escrita, criando uma narrativa bastante instável e fragmentária.&lt;br /&gt;Por sua vez, Herberto Hélder também se caracteriza pela sua reinvenção literária e pela sua grande capacidade de criatividade e talento para a escrita. Na década de 60, o poeta criou um conjunto de exercícios hipertextuais, fazendo parte de um restrito conjunto de impulsionadores da literatura hipertextual.&lt;br /&gt;Como o próprio título sugere, "Húmus" exibe a transformação, a existência de variadas possibilidades do ser humano conceber as suas próprias experiências que, naturalmente, se transformam em sequência do Mundo em que vive e da sua percepção acerca deste mesmo Mundo.&lt;br /&gt;Numa primeira abordagem a esta obra digital, surgem-nos dez conjuntos repartidos de pequenos excertos poéticos que, conforme o clique do espectador, vão-se modificando e formando novos significados. Simultaneamente, surge-nos o número de possibilidades possíveis na criação destes poemas, somente com aquele conjunto de caracteres. Existe, de facto, uma enormidade de diferentes tipos de interpretação, directamente acessíveis ao espectador.&lt;br /&gt;Esta carcterística, presente na obra, demonstra, na íntegra, toda a capacidade interactiva e inovadora que esta nova arte de conceber a literatura mundial oferece a uma sociedade que se apresenta, profundamente, unida às novas tecnologias e às funcionalidades que estas oferecem.&lt;br /&gt;Nesta poesia aparecem, constantemente, símbolos, nomeadamente, a água, o ouro, a morte, o silêncio, a ressurreição, o tempo, o sonho, entre outros.&lt;br /&gt;O silêncio surge como um elemento essencial, tendo uma dupla intenção de morte e de renascimento, revelando-se como um componente activo da linguagem. Este próprio silêncio denota-se na inexistência de qualquer tipo de som aquando da apresentação deste poema digital. Também, a imagem de primavera trás consigo o símbolo da fecundação, do nascimento e da transformação. A água é o símbolo da pureza, da vida e, de certa forma, um meio de sobervivência e transparência.&lt;br /&gt;Analisando estes conceitos, podemos examinar, directamente, o próprio conteúdo dos versos onde são transmitidas mensagens puramente humanas e profundamente sensíveis e emotivas. A própria composição de cores, imperada pelo branco (a vida) e preto (a morte), demosntram esses mesmos extremos que , por vezes, podemos mergulhar em determinados momentos da nossa vida.&lt;br /&gt;O texto revela um carácter intenso e bastante sensorial, transportando o leitor para um novo Mundo, podendo considerar-se como um ponto de partida para a reflexão da própria vida e do seu verdadeiro significado. Existe um sentimento de libertação e transformação que deriva da dinâmica vital do sujeito. Estar vivo é estar em transformação constante, e essa transformação implica uma reescrita. No fundo "Húmus" completa-se a partir do passado e do presente, da tradição e da inovação, do silêncio e da vida.&lt;br /&gt;Na minha perspectiva, este poema retrat, de uma forma muito subtil e inteligente, a existência humana que se baseia em diversos símbolos que guiam a nossa vida e a forma como encaramos as nossa experiências. É um projecto bastante completo que conjugou, perfeitamente, o conteúdo original dos escritores Herberto Hélder e Raul Brandão com as novas concepções da escrita digital. Esta nova forma de apresentação, na minha opinião, permite uma maior aproximação do leitor com o conteúdo inerente à mensagem, podendo considerarmos que, possivelmente, terá um maior efeito no leitor em questão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-447224844831492531?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/447224844831492531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/447224844831492531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/hmus-poema-contnuo-de-rui-torres.html' title='&quot;Húmus Poema Contínuo&quot; de Rui Torres'/><author><name>Andrea Vale</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-4756413954794521578</id><published>2008-12-30T21:41:00.002Z</published><updated>2008-12-30T21:51:08.898Z</updated><title type='text'>Clair de Lune&amp;Malinowsky</title><content type='html'>Esta obra digital surge como uma componente motivadora de novas compreensões relativas ao próprio conceito da música.&lt;br /&gt;Existe um forte envolvimento do som com a imagem gráfica em que as notas do piano implicam, de imediato, uma constante modificação de cores, possibilitando, ao leitor, uma forte e intensa aroximação com poema em questão.&lt;br /&gt;É, precisamente, esta interactividade e dinâmica que possibilitam ao espectador, o conhecimento deste novo caminho de criar e compreender a nova poesia - a poesia digital&lt;br /&gt;O poema suscita uma envolvência profunda e contínua do leitor com a música transpotando-nos para um "Mundo" tranquilo, obstante a qualquer tipo de conflitos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-4756413954794521578?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4756413954794521578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4756413954794521578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/clair-de-lune.html' title='Clair de Lune&amp;Malinowsky'/><author><name>Andrea Vale</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-7856118204054875657</id><published>2008-12-30T21:02:00.003Z</published><updated>2008-12-30T21:37:44.974Z</updated><title type='text'>"Deseo, Desejo, Desire" (aulas anteriores)</title><content type='html'>Ana Maria Uribe concebeu esta obra digital - "Deseo, Desejo, Desire", sendo visto como uma espécie de compilação de três anipoemas eróticos que, na sua essência, abordam a questão do desejo, surgindo, em três diferentes línguas.&lt;br /&gt;A autora imprimiu à sua obra uma harmoniosa relação entre o som e o movimento concedendo uma dinâmica e originalidade à mesma.&lt;br /&gt;O movimento que as letras manifestam e as próprias cores (cores vivas e fortes), remetem-nos, precisamente, para o erotismo envolvente ao longo desta obra. Sugere-nos a atracção física, a proximidade entre os corpos...&lt;br /&gt;Na minha opinião, a concepção deste poema construi um desfecho muito bem conseguido em que a autora conciliou, perfeitamente, o som e a forma como as letras se apresentam ao leitor, atingindo o seu principal objectivo: transparecer o tema central da obra, o desejo.&lt;br /&gt;O surgimento desta palavra em diferentes línguas transmite a universalidade do conceito que se apresenta como elemento presente na existência humana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-7856118204054875657?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/7856118204054875657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/7856118204054875657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/deseo-desejo-desire-aulas-anteriores.html' title='&quot;Deseo, Desejo, Desire&quot; (aulas anteriores)'/><author><name>Andrea Vale</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-7696842504214393042</id><published>2008-12-30T20:39:00.001Z</published><updated>2008-12-30T20:41:34.488Z</updated><title type='text'>Hegirascope</title><content type='html'>Nesta obra de hiperficção Hegirascope publicada em 1995 por Stuart Moulthrop, os fragmentos textuais passam como num ininterrupto slide show, as páginas encadeiam-se de modo automático após ter decorrido um certo período de tempo (normalmente de 20 a 30 segundos), para além de os nós de texto conterem os habituais links. Em Hegirascope se adiciona uma figura temporal que pode ser vista, como uma alegoria da ausência de influência do leitor sobre o texto .Esta obra de Moulthrop não permite essa leitura contemplativa. O efeito acrescentado do ritmo temporal transforma Hegirascope numa paródia do hipertexto, numa excessiva fragmentação Hegirascope obriga a reflectir sobre alguns pontos. Por um lado, a actividade que obras como esta propõem aproxima-se mais do visionamento de um espectáculo que da leitura de um livro, em virtude não tanto da importância concedida ao visual mas da falta de controlo do leitor sobre o passar da página.&lt;br /&gt;Contudo o autor de Hegirascope ,retém o controlo total sobre o conteúdo da obra mesmo após a publicação do texto,pode em qualquer ponto mudar ou acrescentar partes ao texto sem o conhecimento do leitor e é o único a ter a todo o momento uma compreensão integral da composição do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ...BOM ANO NOVO DE 2009...:)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-7696842504214393042?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/7696842504214393042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/7696842504214393042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/hegirascope_30.html' title='Hegirascope'/><author><name>Diogo Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-4347441415341315045</id><published>2008-12-30T20:38:00.000Z</published><updated>2008-12-30T20:39:43.688Z</updated><title type='text'>Site de Arnaldo Antunes</title><content type='html'>Quanto  acedemos ao síte,a primeira pagina sugere-nos um índice que nos confunde com estruturas bibliográficas em que há muitos elementos que são comuns á pagina como os seus métodos .Cada ligação que acedemos corresponde a uma ,como lógica da estruturação dos ficheiros que estes programas de sítio estabelecem .Na lógica de página este ficheiros Web na sua representação visual são uma remediação da forma de página ,que tem características que nós conhecemos da pagina de um livro.&lt;br /&gt;Neste site vemos a representação discográfica do autor ,das  obras representadas pelas capas e todos os conteúdos referentes as discografia do autor.&lt;br /&gt;A forma gráfica tem o formato de um labirinto onde existem vários caminhos que reflectem como particularidade de um ficheiro no espaço digital.Neste site de Arnaldo Antunes existe portanto um certo número de ligações numa estrutura hierárquica em que não podemos passar por alguns ficheiros sem passar por outros.&lt;br /&gt;Em suma cada leitor que vai entrar neste site vai seguir um percurso que são percursos que estão determinados não só pela hierarquia mas por ele próprio,existem muitas associações  que estão construídas de escolhas que qualquer leitor deste site pode fazer  um percurso diferente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-4347441415341315045?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4347441415341315045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4347441415341315045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/site-de-arnaldo-antunes.html' title='Site de Arnaldo Antunes'/><author><name>Diogo Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-8163548518311430129</id><published>2008-12-30T20:36:00.003Z</published><updated>2008-12-30T20:38:18.325Z</updated><title type='text'>“eis os amantes”de Augusto de Campos</title><content type='html'>O poema “eis os amantes”de Augusto de Campos faz parte da série de poemas intitulada poetamenos, inicialmente publicada em 1953.&lt;br /&gt; Toda história deste poema é estruturada na relação entre as cores primárias e as cores secundárias. &lt;br /&gt;Ao longo dos seis poemas nos deparamos com um tema comum: a ausência da amada, a distância física e todas as sensações oriundas dessa separação. O próprio nome poetamenos já lança ao leitor os indícios dessa incompletude. Esse sentimento apresenta-se nos poemas pelo uso da cor. Entre as cores primárias (cores puras) e as secundárias (formadas a partir de duas cores primárias) constatam-se as relações de ausência, contraste e complementaridade. &lt;br /&gt; O poema é formado por duas cores: o azul e o laranja (cor complementar). Essas cores representam no poema a figura do poeta e da amada. Eis os amantes possui eixo de força central, todo poema está alinhado a partir do centro da página. O tema revela a dialéctica que  se expressa nas palavras que se fundem ou se separam. &lt;br /&gt;A palavra é o corpo do outro, “cimaeu baixela” e o poema encena, espacial e cromaticamente, a fusão dos amantes. O poema é estruturado através do método de criação de “palavras-valises”(palavra que faz a ligação entre duas palavras).Esse procedimento, aliado à utilização das cores complementares, dá a sensação de fusão entre as palavras, assemelhando-se ao acto sexual entre os amantes, como o próprio nome do poema já diz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-8163548518311430129?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8163548518311430129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8163548518311430129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/eis-os-amantesde-augusto-de-campos.html' title='“eis os amantes”de Augusto de Campos'/><author><name>Diogo Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-4924912801556613440</id><published>2008-12-30T20:36:00.001Z</published><updated>2008-12-30T20:36:56.208Z</updated><title type='text'>Enigma n</title><content type='html'>Este poema de Jim Andrews intitulado “Enigma n” é um poema que nos remete para a problemática do sentido,que é uma palavra escrita,de acordo com esta convenção de código escrito.Esta palavra é composta por letras e sons que estão combinados numa certa sequencia que nos remete para uma constante de possibilidades de formar sentido.As letras recombinam-se na ordem posicional para gerar palavras de sentido mas pode também oscilar numa forma virtualmente aleatória e gerar arbitrariamente um conjunto de padrões.&lt;br /&gt;Estes padrões que estão a ser gerados não estão pré definidos  ,nós é que clicamos nestes padrões.No momento que assumo clicar ,o texto assume essa configuração.O que este texto está a representar é a intervenção do leitor nesse mesmo texto,que está programado para que o leitor intervenha no seu campo textual e veja uma consequência da sua intervenção.&lt;br /&gt;A partir da palavra “meaning” podemos gerar um número infinito desses padrões.Nos temos o sentido inicial “meaning”entretanto há um conjunto de variações com a alteração das cores mas se gerar um padrão de movimento o texto ocorre.&lt;br /&gt;Em suma,esta forma nos permite representar de uma forma virtual a dimensão caótica da significação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-4924912801556613440?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4924912801556613440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4924912801556613440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/enigma-n_30.html' title='Enigma n'/><author><name>Diogo Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-3616254439591246316</id><published>2008-12-30T20:35:00.000Z</published><updated>2008-12-30T20:36:16.209Z</updated><title type='text'>O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam</title><content type='html'>O conto jardim de caminhos que se bifurcam de Jorge Luis Borges,  é o título do livro labirinto de Ts'ui Pên. Neste livro o autor conta a história de um asiático em plena guerra, que precisa de informar algo. Não se sabe de que lado ele está. Cada passo, cada acção é calculada, para que não haja erro. Em um guia, encontra a resposta. De comboio, chega até a casa.&lt;br /&gt;Perante a focalização deste conto descobre-se que o protagonista descende de uma linhagem real e sagrada da Ásia, especialmente de um integrante, que foi o autor de uma novela caótica perante a qual o autor sugere a imagem da bifurcação no tempo, e não no espaço".Em todas as ficções, cada vez que um homem se defronta com diversas alternativas, opta para uma e elimina as outras; mas Ts'ui Pen, opta simultaneamente para todas. Cria, assim, diversos futuros, diversos tempos, que também proliferam e se bifurcam. &lt;br /&gt;Fang, digamos, tem um segredo, um desconhecido chama à sua porta; Fang decide matá-lo. Naturalmente, há vários desenlaces possíveis: Fang pode matar o intruso, o intruso pode matar&lt;br /&gt;Fang, ambos podem salvar-se, ambos podem morrer, etc. Na obra de Ts'ui Pen, todos os desfechos ocorrem; cada um é o ponto de partida de outras bifurcações.&lt;br /&gt;Infinitas séries de tempos, numa rede crescente e vertiginosa de tempos divergentes, convergentes e paralelos.&lt;br /&gt;Essa eloquência de tempos que se aproximam, se bifurcam, se cortam ou que secularmente se ignoram, abrange todas as possibilidades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-3616254439591246316?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3616254439591246316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3616254439591246316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/o-jardim-dos-caminhos-que-se-bifurcam.html' title='O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam'/><author><name>Diogo Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-2568392733850313146</id><published>2008-12-30T20:34:00.000Z</published><updated>2008-12-30T20:35:14.956Z</updated><title type='text'>"Tensão" de Augusto de Campos</title><content type='html'>Quando tentamos interpretar este poema concreto “Tensão” de Augusto de Campos ,a nossa primeira expectativa  de leitura é que  estamos pré-condicionados a encontrar sentido nos textos ao formar palavras,ou seja pré-programados de ler de certa maneira as palavras,lendo da esquerda para a direita,de cima para baixo,o que nos obriga a tomar decisões que não são de fácil alternativa .&lt;br /&gt;Tensão é um dos poemas de maior densidade sonora e estrutural. O poema apresenta uma forma espelhada, a partir de um eixo central: “ten / são”. O que caracteriza o poema é a quadrícula ,a possibilidade da leitura geométrica e a exploração das intersecções sonoras.&lt;br /&gt;Com um uso mínimo de palavras e letras, o poema possibilita a existência de diversos sentidos. Palavras com o mesmo número de letras desdobram-se, formando pequenos blocos quadrangulares, que, juntos, estruturam um bloco maior. A tensão age no próprio poema, ou seja, ela é o poema.&lt;br /&gt;A tensão de que o texto nos fala também é a tensão entre o som e o sentido,a escrita e a leitura onde os percursos de leitura tem de ser construídos no acto de ler o texto,e também onde os percursos de leitura tem de ser construídos pelo acto de ler o texto onde está presente a correlação entre a escrita e a leitura.&lt;br /&gt;O que este poema nos mostra é que o sentido é construído através do modo de ler o texto,quando leio o texto de uma certa maneira eu construo um certo sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-2568392733850313146?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/2568392733850313146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/2568392733850313146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/tenso-de-augusto-de-campos.html' title='&quot;Tensão&quot; de Augusto de Campos'/><author><name>Diogo Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-8466155277434611864</id><published>2008-12-30T20:32:00.000Z</published><updated>2008-12-30T20:34:10.836Z</updated><title type='text'>A Bíblia de Gutemberg</title><content type='html'>A Bíblia de Gutemberg ,foi de facto a bíblia oficial da igreja católica e toda uma tradição de produção de bíblias que provieram da idade media.Quando olhamos para esta bíblia encontramos certas características que são dos manuscritos ,como é o exemplo da epístola no primeiro capítulo ,as capitulares ,as colunas de texto lineares que encontramos por página ,tal como o próprio padrão de letras standard que é característico da imprensa.&lt;br /&gt;Com a chegada da era digital e do hipertexto ,podemos ver representada  esta obra trespassando da forma material do livro para a forma digital.Quando utilizamos o rato e viramos uma página da própria bíblia ,num acto simulado e virtual ,esta ilusão do material do objecto numa forma gráfica ,nos apresenta um conceito criado por Bolter e Grusin,designado como remediação,como sendo um processo de mudanças em que ocorrem num meio ou meios(mídia)diante do aparecimento de uma tecnologia que chega mesmo a competir e a completar tecnologias anteriores.&lt;br /&gt;Contudo este conceito de remediação não se refere simplesmente a uma apropriação de especificidades de um meio por outro meios mas também à continua e permanente  reorganização dos vários meios ,que vão se modificando sem que qualquer um deles necessariamente desapareça perante a visualização que vemos hoje em qualquer computador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-8466155277434611864?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8466155277434611864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8466155277434611864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/bblia-de-gutemberg.html' title='A Bíblia de Gutemberg'/><author><name>Diogo Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-3419754126214346121</id><published>2008-12-30T18:34:00.000Z</published><updated>2008-12-30T18:35:09.494Z</updated><title type='text'>Amor de Clarice – Rui Torres</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Amor de Clarice&lt;/span&gt;, de Rui Torres, é uma obra digital baseada no conto &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Amor&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da escritora brasileira Clarice Lispector e resulta de uma combinação entre som, texto, imagem e movimento.&lt;br /&gt;O leitor tem a possibilidade de interagir directamente com a obra, uma vez que é ele próprio que decide onde vai começar e onde vai acabar. Para tal, tem ao seu dispor a possibilidade de seleccionar as partes da obra que deseja ler ou pode clicar sobre a parte que mais lhe interessa e ouvi-la.&lt;br /&gt;Deste modo, o leitor tem a possibilidade de alterar o sentido da obra sempre que o entender, bastando, para isso, um “click”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-3419754126214346121?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3419754126214346121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3419754126214346121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/amor-de-clarice-rui-torres.html' title='Amor de Clarice – Rui Torres'/><author><name>Emílio Fuentes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-5593506928841721016</id><published>2008-12-30T16:58:00.000Z</published><updated>2008-12-30T16:59:34.870Z</updated><title type='text'>O piano digital</title><content type='html'>A obra digital &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Clair de Lune&lt;/span&gt;, de Stephen Malinowski pode ser definida como um piano digital. O autor recorre a um conjunto de barras coloridas que nos fazem lembrar as teclas de um piano e que se vão iluminando à medida que a música decorre. Sendo que a cada cor corresponde a uma nota musical.&lt;br /&gt;Ao longo da música apercebemo-nos que há várias notas que se vão repetindo e consequentemente sobrepondo.&lt;br /&gt;A interacção entre o som, a imagem, e o próprio movimento dá-nos a ideia de que está mesmo alguém a tocar piano, pois vemos as teclas a serem pressionadas. Tal não é possível quando estamos, simplesmente, a ouvir a música, uma vez que a única propriedade que temos ao nosso dispor é o som.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-5593506928841721016?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5593506928841721016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5593506928841721016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/o-piano-digital.html' title='O piano digital'/><author><name>Emílio Fuentes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-6646480160554899782</id><published>2008-12-30T15:43:00.000Z</published><updated>2008-12-30T15:44:45.713Z</updated><title type='text'>Deseo, Desejo, Desire</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Deseo&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Desejo&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Desire&lt;/span&gt;, de Ana Maria Uribe, é uma obra digital constituída por três anipoemas acerca do desejo. Esta obra digital tem como base a palavra desejo em três línguas distintas: “deseo”, “desejo” e “desire”. Em todos os anipoemas a autora dá vida às letras (movimentam-se) que constituem a palavra como forma de representar o desejo. Outra forma encontrada pela autora para dar a entender ao leitor o significado dos anipoemas é o som. O movimento das letras é acompanhado por som, o que possibilita ao leitor compreender melhor este tipo de poesia.&lt;br /&gt;Tal na obra digital &lt;span style="font-style:italic;"&gt;El circo&lt;/span&gt;, Ana Maria Uribe volta a conciliar som, imagem e movimento de modo a criar uma obra bastante interactiva e dinâmica que desperte a atenção do leitor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-6646480160554899782?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6646480160554899782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6646480160554899782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/deseo-desejo-desire.html' title='Deseo, Desejo, Desire'/><author><name>Emílio Fuentes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-1180940198164449549</id><published>2008-12-30T14:23:00.000Z</published><updated>2008-12-30T14:26:23.567Z</updated><title type='text'>Strings – yes, no, maybe…</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Strings&lt;/span&gt; é uma obra hipermédia que retrata uma discussão entre duas pessoas, possivelmente um casal.&lt;br /&gt;Inicialmente, o leitor depara-se com uma discussão acesa em que nem um nem outra estão dispostos a ceder – “ yes or no”. No entanto e com o decorrer da discussão, o “no” começa a ceder e deparamo-nos com o “maybe”. Esta cedência vai-se confirmar quando o “no” acaba por concordar com o “yes” e nessa momento dá-se a reconciliação do casal. Se inicialmente a linha se dividia em duas partes distintas, agora forma um todo, representando, deste modo, a união do casal.&lt;br /&gt;Em suma, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Strings&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é uma obra cujo principal objectivo é dar a conhecer ao leitor o poder da argumentação. Ou seja, grande parte dos dilemas com que vamos sendo confrontados ao longo da vida pode ser resolvida através da exposição de argumentos e pontos de vista bem consolidados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-1180940198164449549?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1180940198164449549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1180940198164449549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/strings-yes-no-maybe.html' title='Strings – yes, no, maybe…'/><author><name>Emílio Fuentes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-6852690635956487153</id><published>2008-12-30T13:03:00.003Z</published><updated>2008-12-30T14:29:12.042Z</updated><title type='text'>O Circo</title><content type='html'>A obra “El circo: anipoema por entregas” de Ana Maria Uribe trata-se de um conjunto de anipoemas que permitem ao leitor ter a ideia de que se encontra num circo. A base de toda esta obra é o alfabeto, no entanto, a autora dá vida às próprias letras, dota-as do privilégio de se puderem movimentar. Daí que nos anipoemas como “Los animales” e “Columpio” o leitor tenha a ideia de que esta diante de um desfile de animais de circo e de um trapezista a realizar o seu número, respectivamente.&lt;br /&gt;Logo, Ana Maria Uribe recorre as formas oferecidas pelo meio digital, nomeadamente o som, o movimento e a imagem para dar a conhecer ao leitor o que é o circo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-6852690635956487153?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6852690635956487153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6852690635956487153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/o-circo.html' title='O Circo'/><author><name>Emílio Fuentes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-7321418686024057690</id><published>2008-12-30T00:10:00.003Z</published><updated>2008-12-30T00:23:25.247Z</updated><title type='text'>Strings (aulas anteriores)</title><content type='html'>"Strings" é uma obra hipermédia que retrata como, por vezes, podemos moldar as nossas relações interpessoais, marcadas pela oposição, pela concordância e pelas inúmeras cedências com que lidamos ao londo da nossa vida.&lt;br /&gt;Numa primeira abordagem a esta obra, é-nos sugerida uma discussao em que dois campos, completamente diferentes, que se opõem, seguindo uma mesma linha que surge como ponto orientador e foco de ligação entre ambos.&lt;br /&gt;Numa seguinte fase, existe uma éspecie de coerência, preparando-se como um momento antecedente à união e ao entendimento de ambas as partes.&lt;br /&gt;É precisamente na terceira e ultima parte que podemos constatar o momento áureo desta mesma reconciliação, onde os dois lados se juntam formando um so corpo.&lt;br /&gt;Todo este processo de entendimento foi acompanhado pela capacidade de argumentação, retratando, plenamente, a forma como devemos guiar a nossa caminhada vivencial, procurando, sempre, ultrapassar todas as adversidades da melhor forma, no fundo, de um modo "argumentativo".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-7321418686024057690?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/7321418686024057690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/7321418686024057690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/strings-aulas-anteriores.html' title='Strings (aulas anteriores)'/><author><name>Andrea Vale</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-7838097628073669274</id><published>2008-12-29T21:20:00.001Z</published><updated>2008-12-29T21:20:35.168Z</updated><title type='text'>Ana Maria Uribe – «Deseo, Desejo, Desir»</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esta obra consiste em três anipoemas eróticos, no meu ponto de vista, esta obra representa maioritariamente as artes da sedução, sendo representado por letras que formam palavras de significados iguais. Cada anipoema representa uma palavra escrita em diferentes línguas – Deseo, Desejo, Desir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-7838097628073669274?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/7838097628073669274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/7838097628073669274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/ana-maria-uribe-deseo-desejo-desir.html' title='Ana Maria Uribe – «Deseo, Desejo, Desir»'/><author><name>Carolina Freitas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_iBTqpY6iHYg/SVk6TKBgeCI/AAAAAAAAAAU/Oh-Lco5B5GI/S220/SNV17067.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-5387333143298684714</id><published>2008-12-29T21:19:00.001Z</published><updated>2008-12-29T21:19:48.639Z</updated><title type='text'>«Strings»</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mais uma vez vemos retratado o universo das relações amorosas. Strings, o que ao inicio é uma discussão de divisão entre o sim e o não na mesma linha temática, acaba por ter outros contornos com a concordância de uma das parte e por fim o tão esperado consenso e reconsiliaçao. É uma obra que nos mostra a temática da argumentação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-5387333143298684714?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5387333143298684714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5387333143298684714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/strings_29.html' title='«Strings»'/><author><name>Carolina Freitas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_iBTqpY6iHYg/SVk6TKBgeCI/AAAAAAAAAAU/Oh-Lco5B5GI/S220/SNV17067.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-1993396858631839773</id><published>2008-12-29T21:17:00.001Z</published><updated>2008-12-29T21:19:06.200Z</updated><title type='text'>«My body – A wunderKammer»de Shelley Jackson</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na obra «My Body – A wunderKammer» de Shelley Jackson podemos observar que o corpo da autora surge mais do que em forma de desenho – em forma de índice. Através das várias partes do corpo podemos navegar pela história da descoberta dos seus pontos fracos, e a evolução do seu corpo.&lt;br /&gt;Tal como um livro, em que nós vamos ao índice para ler a parte que quisermos, nesta obra podemos ir ao “índice” representado pela ilustração de um corpo de mulher (supostamente o da autora) no qual podemos clicar nas várias partes do corpo de modo a lermos e sabermos a história do corpo de Shelly Jackson.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-1993396858631839773?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1993396858631839773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1993396858631839773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/my-body-wunderkammerde-shelley-jackson.html' title='«My body – A wunderKammer»de Shelley Jackson'/><author><name>Carolina Freitas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_iBTqpY6iHYg/SVk6TKBgeCI/AAAAAAAAAAU/Oh-Lco5B5GI/S220/SNV17067.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-1057100318029130200</id><published>2008-12-29T21:16:00.003Z</published><updated>2008-12-29T21:25:39.178Z</updated><title type='text'>Augusto Campos – «Coraçaocabeça»</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A dicotomia – cabeça – coração – como que uma reflexão sobre a forma como cada um deles pode comandar a nossa vida.&lt;br /&gt;O poema é-nos apresentado num fundo vermelho escuro, com letras amarelas que à primeira vista formam palavras sem qualquer significado dado que as duas frases lá presentes mudam de uma para outra numa fracção de segundos.&lt;br /&gt;De inicio começamos por não perceber a mensagem do poema Coraçãocabeça, mas, olhando atentamente, acabamos por descobrir que as mensagens patentes nesta composição poética interactiva são - Minha cabeça começa em meu coração; e - Meu coração não cabe em minha cabeça, de certo modo o predomínio do coração quanto à cabeça, o predomínio das emoções aos sentidos, mas ao mesmo tempo, o completar de um com o outro - cabeça e coração interligados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-1057100318029130200?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1057100318029130200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1057100318029130200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/augusto-campos-coraaocabea.html' title='Augusto Campos – «Coraçaocabeça»'/><author><name>Carolina Freitas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_iBTqpY6iHYg/SVk6TKBgeCI/AAAAAAAAAAU/Oh-Lco5B5GI/S220/SNV17067.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-8510548588330806677</id><published>2008-12-29T21:16:00.002Z</published><updated>2008-12-29T21:17:42.226Z</updated><title type='text'>Augusto Campos – «Tensão»</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tensão – um poema cujas palavras acabam no vocábulo «m» dando extrema exclusividade à palavra – tensão – a representação desta palavra é feita através de todas as outras, ao descodificar o poema descobrimos que todo ele representa o vasto campo da tenção através dos sons emitidos pelas palavras e da falta de coerência, descodificação essa que também pode ser feita através da versão audível apresentada pelo autor.&lt;br /&gt;Tal como muitos outros poemas concretos, este começa e acaba onde o leitor quiser visto que o leitor pode começar por ler na vertical na horizontal ou mesmo de baixo para cima, as opções de leitura são muito vastas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-8510548588330806677?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8510548588330806677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8510548588330806677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/augusto-campos-tenso.html' title='Augusto Campos – «Tensão»'/><author><name>Carolina Freitas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_iBTqpY6iHYg/SVk6TKBgeCI/AAAAAAAAAAU/Oh-Lco5B5GI/S220/SNV17067.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-3007684031792123758</id><published>2008-12-29T21:11:00.006Z</published><updated>2008-12-29T21:26:11.381Z</updated><title type='text'>Augusto Campos – «Eis os amantes»</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A história de dois amantes, ligados apenas pelo relacionamento físico, tal pode ser representado não só pela própria história do poema, como também pela própria disposição de cores e letras desta composição poética.&lt;br /&gt;A facto das palavras de cor diferente se apresentarem aglutinadas transparece de certa forma a grande vontade dos amantes estarem juntos, a importância do contacto físico – «&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;os corpos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;»; «&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;geme&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;outr&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;em&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;»; «&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;cima&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;eu&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;»; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;«baix&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;ela&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-3007684031792123758?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3007684031792123758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3007684031792123758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/augusto-campos-eis-os-amantes.html' title='Augusto Campos – «Eis os amantes»'/><author><name>Carolina Freitas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_iBTqpY6iHYg/SVk6TKBgeCI/AAAAAAAAAAU/Oh-Lco5B5GI/S220/SNV17067.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-8425754949853894810</id><published>2008-12-29T21:11:00.005Z</published><updated>2008-12-29T21:24:34.454Z</updated><title type='text'>«Enigma N»</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Este poema surge apenas com uma palavra «meaning» (significado) podendo o leitor interagir com a palavra descobrindo ele mesmo a formação do significado, passando por uma mistura de letras, como que o pensamento humano, a falta de coerência.&lt;br /&gt;No contexto da poesia concreta, Enigma N enquadra-se perfeitamente, todo este poema remete para a instabilidade no momento da formação do sentido.&lt;br /&gt;É como que a “forma de formar” o significado das coisas, forma essa guiada pelas opções de clique feitas pelo leitor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-8425754949853894810?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8425754949853894810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8425754949853894810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/enigma-n.html' title='«Enigma N»'/><author><name>Carolina Freitas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_iBTqpY6iHYg/SVk6TKBgeCI/AAAAAAAAAAU/Oh-Lco5B5GI/S220/SNV17067.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-3564740869895764521</id><published>2008-12-29T21:10:00.002Z</published><updated>2008-12-29T21:22:56.201Z</updated><title type='text'>Bíblia de Gutenberg</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mais um bom exemplo de remediação é a Bíblia de Guntenberg.&lt;br /&gt;Como que uma nova versão da “antiga” bíblia de Gutenberg, a versão digital contem os mesmos componentes e informação, as partes desta bíblia podem ser vistas on line bastando apenas um simples clik para ler as mesmas palavras da bíblia original, não fosse esta uma reprodução em forma de fotos de modo ao leitor ter a impressão da magnitude física da bíblia.&lt;br /&gt;Na primeira página podemos ver uma espécie de índice que nos permite navegar directamente nas páginas desejadas. Assim sendo, com esta remediação, podemos ter acesso a um documento que até a altura era interdito a muita gente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-3564740869895764521?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3564740869895764521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3564740869895764521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/bblia-de-gutenberg.html' title='Bíblia de Gutenberg'/><author><name>Carolina Freitas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_iBTqpY6iHYg/SVk6TKBgeCI/AAAAAAAAAAU/Oh-Lco5B5GI/S220/SNV17067.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-6427676668025801145</id><published>2008-12-29T21:09:00.002Z</published><updated>2008-12-29T21:22:18.018Z</updated><title type='text'>«Amor» de Clarice Lispector -  Rui Torres</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Com a remediação de Rui Torres podemos entrar na obra de uma forma mais interactiva. A combinação – música + voz + imagem + texto – resulta numa remediação perfeita da obra «Amor» de Clarice Lispector. Assim, podemos ver a obra de outro ponto de vista, como se fosse uma obra completamente diferente, com a qual o leitor inter-age escolhendo a ordem das frases e clicando nos diversos links.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-6427676668025801145?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6427676668025801145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6427676668025801145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/amor-de-clarice-lispector-rui-torres.html' title='«Amor» de Clarice Lispector -  Rui Torres'/><author><name>Carolina Freitas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_iBTqpY6iHYg/SVk6TKBgeCI/AAAAAAAAAAU/Oh-Lco5B5GI/S220/SNV17067.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-5789644984416269173</id><published>2008-12-29T21:07:00.001Z</published><updated>2008-12-29T21:21:32.778Z</updated><title type='text'>«Amor» de Clarice Lispector</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;«Amor» de Clarice Lispector conta-nos a história de Ana, uma mulher que vive uma vida rotineira mas não tem desagrado na vida que leva.&lt;br /&gt;Esta obra mostra o papel da mulher rebaixado a um simples “instrumento doméstico”.&lt;br /&gt;Vivendo no mundo que deseja, Ana dedica-se aos filhos e marido, deixou a sua juventude em troca dessa rotina, e apesar de Ana acabar por cair no “mundo da revolta”, tal emoção acaba por ser reprimida, sendo que Ana acaba como a tradicional mulher que nasce e vive em torno da família e do bem estar da família&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-5789644984416269173?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5789644984416269173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5789644984416269173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/amor-de-clarice-lispector.html' title='«Amor» de Clarice Lispector'/><author><name>Carolina Freitas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_iBTqpY6iHYg/SVk6TKBgeCI/AAAAAAAAAAU/Oh-Lco5B5GI/S220/SNV17067.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-3937183622250113945</id><published>2008-12-29T17:53:00.003Z</published><updated>2008-12-29T18:15:25.391Z</updated><title type='text'>Strings</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; font-family: lucida grande;"&gt;    Na obra Strings, de Dan Waber, é utilizado um fio que vai formando palavras. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: lucida grande;"&gt;    Primeiramente, o leitor depara-se com uma discussão que, com a continuação da leitura, se concluiu que é entre uma casal. O Yes (sim) e o No (não) estão muito bem definidos na primeira lexia intitulada &lt;i style=""&gt;argument&lt;/i&gt;. Não só a contrariedade de opiniões nos remete para a existência de uma discussão, mas também o movimento das palavras, como se cada lado estivesse a “puxar” as palavras para si, representando deste modo a luta e defesa da opinião de cada um. A discussão continua em &lt;i style=""&gt;argument2&lt;/i&gt;, agora mais calma. As opiniões aparecem agora como que a “flutuar”, surgindo uma nova palavra: Maybe (talvez); sugerindo já uma concordância entre os dois sujeitos. Segue-se &lt;i style=""&gt;flirt&lt;/i&gt;, que significa namorico, em que a palavra No se transforma noutra. Fica a dúvida se se torna em Yes ou Maybe, mas fica a certeza de que se trata de uma dessas, por outras palavras, representa o começo de algo. &lt;i style=""&gt;Flirt (cntd)&lt;/i&gt;, é onde se confirma o início do namorico. A palavra Yes surge bem nítida, realizando variados movimentos com variadas intensidades, como se de uma dança se tratasse, transparecendo a alegria que esta palavra pode trazer. A alegria continua, agora representada pelo riso (haha) de cada um dos elementos do casal, que acaba por se tornar numa só. &lt;i style=""&gt;Youandme&lt;/i&gt; é a lexia que se segue, com a palavra You (tu) surgindo no centro, deslocando-se calma e horizontalmente pelo ecrã. A palavra Me (eu) surge mais agitada, rodeando o You, mostrando deste modo a importância que o You tem para o Me. Posteriormente temos &lt;i style=""&gt;arms&lt;/i&gt;, que pode ter duplo significado: “Your arms own me” ou “Your arms around me.” O movimento circular da linha tanto pode indicar a letra inicial da palavra “own” como pode representar o acto de rodear alguém com os braços, isto é, abraçar alguém.&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: lucida grande;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Por último, temos &lt;i style=""&gt;poidog&lt;/i&gt; que transmite uma mensagem bem definida: “Words are like strings that pull out of my mouth.” – As palavras são como fios que saem da minha boca. Esta mensagem justifica a utilização de um cordel para formar palavras nesta obra.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-3937183622250113945?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3937183622250113945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3937183622250113945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/strings.html' title='Strings'/><author><name>Ana Simões</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-404764451661590806</id><published>2008-12-29T16:50:00.005Z</published><updated>2008-12-29T18:10:34.153Z</updated><title type='text'>What If The Word Will Not Be Still</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;    É isto que o autor, Stuart Moulthrop na obra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hegirascope&lt;/span&gt;, pretende mostrar ao leitor: e se a palavra não estivesse sossegada ou quieta?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;    O problema desta obra hipermedia é a pré-temporização de cada lexia. O leitor depara-se com alguns avisos iniciais, os quais são de leitura obrigatória. Trata-se de uma espécie de introdução ou talvez até uma preparação para a leitura da narrativa que se segue. Por fim, o leitor é questionado “Where have you been in the Net today?” Após esta pergunta, o leitor entra numa “zona” diferente. Aqui são repetidas algumas das frases iniciais, mas a temporização é diferente e existem quatro ligações a rodear o texto. Aqui o leitor pode optar por seguir o caminho que quiser. Ao escolher uma dessas quatro ligações entra num outro espaço, em que o tempo e a cor de fundo se modificam. Continuam a aparecer quatro ligações, obviamente diferentes das que se encontravam na lexia anterior. Essas ligações são intituladas com expressões presentes no texto que rodeiam. Em algumas lexias o tempo para a sua leitura é mínimo o que consequentemente prejudica a interpretação.&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;As narrativas expostas desta forma são difíceis de apreender devido ao número elevado de ligações. A possibilidade de fazer sentido é muito relativa, pois depende das ligações que cada leitor faz.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;    Trata-se de uma obra semi-determinada, o autor determinou previamente alguns aspectos, como o tempo de cada lexia e as várias ligações disponíveis em cada uma delas; mas o leitor é quem, dependendo das opções dadas pelo autor, escolhe a sequência da narrativa.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-404764451661590806?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/404764451661590806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/404764451661590806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/what-if-word-will-not-be-still.html' title='What If The Word Will Not Be Still'/><author><name>Ana Simões</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-3789765273310751903</id><published>2008-12-29T15:50:00.004Z</published><updated>2008-12-29T16:13:50.279Z</updated><title type='text'>A Escrita Sobreposta</title><content type='html'>Tal como o próprio nome indica, a escrita sobreposta é um tipo de escrita em que as palavras estão parcialmente sobrepostas. Bartolomé Ferrando, escritor espanhol, produziu um conjunto de obras baseadas nesta mesma escrita. Uma delas é a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3zVHhl0BreI/SVjzajnBlJI/AAAAAAAAAAM/QEhc4b-6v3s/s1600-h/22.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 218px; height: 218px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zVHhl0BreI/SVjzajnBlJI/AAAAAAAAAAM/QEhc4b-6v3s/s320/22.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285241800280347794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;    Não é fácil entender o que aqui está escrito. O leitor é obrigado a reflectir sobre a escrita, pois trata-se de um código diferente do normativo. Prossegue-se a descodificação em que são compreendidos os signos de acordo com determinado código. Após distinguir as palavras, o leitor necessita de criar um percurso entre os signos que leva à interpretação e à produção de um sentido para o texto. No final obtém-se a seguinte frase: "lo que tu piensas roza los huecos de sus palabras hechas viento". As restantes obras remetem igualmente para as palavras e para o acto da escrita.&lt;br /&gt;    O objectivo do autor é chamar a atenção do leitor para a natureza da escrita. As suas obras pretendem representar a escrita e o seu modo de funcionamento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-3789765273310751903?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3789765273310751903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3789765273310751903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/escrita-sobreposta.html' title='A Escrita Sobreposta'/><author><name>Ana Simões</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3zVHhl0BreI/SVjzajnBlJI/AAAAAAAAAAM/QEhc4b-6v3s/s72-c/22.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-5045191109653048926</id><published>2008-12-29T15:26:00.002Z</published><updated>2008-12-29T16:08:42.090Z</updated><title type='text'>Hegirascope - Stuart Moulthropp</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Stuart Moulthropp é o autor da hiper obra "Hegirascope". Aqui, o leitor interpreta a obra apresentada de forma indídual, ainda que, essa interpretação seja dependente da obra em si.&lt;br /&gt;Dependente porquê? Porque o leitor pode intervir na sequência dada a obra, ou, simplesmente, deixar-se levar pelo formato original desta. A intervenção do leitor, deve-se às hiperligações apresentadas, com um conjunto de novos textos principais, levando o leitor para uma outra conjuntura da história.  Os textos apresentados, vão aparecendo numa sequência temporal pré-definida. Essa sequência, pode ser de ritmo, ora rápido ora lento. Ao mesmo tempo que novos textos surgem, também novas cores de fundo brotam.&lt;br /&gt;A forma como o leitor intervem na obra, permite-lhe interpretar esta de forma diversa. Dependendo, claro, das hiperligações que opte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-5045191109653048926?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5045191109653048926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5045191109653048926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/hegirascope-stuart-moulthropp.html' title='Hegirascope - Stuart Moulthropp'/><author><name>Fábio Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_7UtzHu5UPGo/TA_FumUnLGI/AAAAAAAAABA/idDC4BYC5Vo/S220/DSC01337.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-103247784799527562</id><published>2008-12-26T20:24:00.002Z</published><updated>2008-12-26T20:54:40.890Z</updated><title type='text'>Releitura dos Poemas encontrados de António Aragão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_OFbtZmrdvJI/SVVEgybwGzI/AAAAAAAAAAU/CS725gWSA_c/s1600-h/zurbaite_junas.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284205067873819442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 224px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_OFbtZmrdvJI/SVVEgybwGzI/AAAAAAAAAAU/CS725gWSA_c/s400/zurbaite_junas.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_OFbtZmrdvJI/SVVEMCEH9gI/AAAAAAAAAAM/gY1TLaStliA/s1600-h/zurbaite_junas.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma vista de olhos por um jornal e encontramos títulos alarmantes, más notícias, previsões desanimadoras ou artigos preocupantes. Dá vontade de cortar o jornal e espalhar o que resta! Pois António Aragão cedeu a esse impulso e criou&lt;em&gt; Poemas Encontrados&lt;/em&gt;: um conjunto de recortes de jornais juntos aleatoriamente formando frases que nada têm a ver com os tradicionais títulos e notícias jornalísticas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mais tarde, graças ao milagre multimédia, o grupo de Poesia Experimental Portuguesa (PO-EX) reescreveu estes &lt;em&gt;Poemas Encontrados&lt;/em&gt;. Com um simples clique pode-se fazer um "recorte" dos principais títulos das edições on-line de jornais como o &lt;em&gt;Público&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;Expresso&lt;/em&gt; (Portugal), o &lt;em&gt;New York Times &lt;/em&gt;(E.U.A.), o &lt;em&gt;Folha de São Paulo, &lt;/em&gt;o &lt;em&gt;Google News &lt;/em&gt;(Brasil) e o &lt;em&gt;La Vanguardia&lt;/em&gt; (Espanha), e estes agrupam-se automaticamente formando frases aleatórias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É uma maneira extremamente original de ler um jornal, não se primando pela informação, mas privilegiando uma leitura muito mais interessante e abstracta, sem dúvida. O leitor é tentado a construir as suas próprias notícias através das palavras chave que aparecem. E, quando é confrontado com os verdadeiros artigos, surpreende-se a si próprio com a sua imaginação, apercebendo-se de como é fácil edificar uma nova realidade...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-103247784799527562?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/103247784799527562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/103247784799527562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/releitura-dos-poemas-encontrados-de.html' title='Releitura dos Poemas encontrados de António Aragão'/><author><name>João A. Ribeiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OFbtZmrdvJI/SVVEgybwGzI/AAAAAAAAAAU/CS725gWSA_c/s72-c/zurbaite_junas.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-6471821747914164160</id><published>2008-12-26T12:47:00.005Z</published><updated>2008-12-27T14:04:38.868Z</updated><title type='text'>Literatura Digital e Hipertextual</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Literatura Digital viu-se em grande desenvolvimento a partir dos finais do séc. XX e inícios do séc. XXI, devido à forte digitalização do mundo em que vivemos, onde os suportes digitais suplantaram os suportes tradicionais, onde a tecnologia pauta o ritmo das nossas vidas e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;Apenas tive conhecimento deste tipo de arte ao frequentar a cadeira de Literatura e Media na Era Digital, deparando-me com formas de escrever e de apresentar a escrita completamente diferentes das experiências que tinha tido até então. Foi um tipo de literatura que me fascinou imediatamente pela interactividade que desenvolve com o leitor e pelo exercício do nosso intelectual, apelando bastante ao nosso sentido cognitivo.&lt;br /&gt;"Mar de Sophia", "My Body, a wonderkammer", "Deseo, Desejo, Desire", "Enigma n" e "Strings" foram, certamente, os anipoemas que mais me agarraram a este conceito de arte, obrigando-me a pensar, a reflectir. São exemplos de uma literatura digital que apesar de sublime, se consegue desvendar o seu segredo, a sua mensagem. Apesar de a mensagem subliminar estar quase sempre presente neste tipo de Literatura, o que mais me interessou foi, sem dúvida, a ligação que os artistas digitais conseguem criar com o leitor, tornando-o interveniente na sua obra. Creio que se trata de uma vertente da Literatura  que se poderá desenvolver e expandir. Contudo, será difícil a sua aceitação e suplantação à Literatura convencional. A sociedade  moderna, infelizmente, tende para um consumo rápido, de fácil compreensão e comercial, uma "fast-art", cultura criada para as massas e a pensar nas massas...&lt;br /&gt;Apesar de ter gostado de algumas obras digitais, penso que muitas delas são demasiado eruditas e intelectuais, tornando-se tremendamente confusas, emaranhadas em pensamentos "pseudo-artísticos", onde por vezes a arte nem é evidenciada e sim, a digitalização e as hiperligações... Muitos artistas digitais transformam as suas obras em algo tão complexo, que acabam por retirar todo o interesse que a sua criação poderia ter. A evidenciada necessidade de alguns desses autores de se mostrarem complexos e complicados intelectuais desfaz as suas obras e torna-as numa arte demasiado digital, demasiado codificada, demasiado escondida...&lt;br /&gt;Um tipo de Literatura que poderá continuar a ser deixada a um canto, se muitos dos seus artistas persistirem num elitismo desnecessário e sem cabimento...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-6471821747914164160?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6471821747914164160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6471821747914164160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/literatura-digital-e-hipertextual.html' title='Literatura Digital e Hipertextual'/><author><name>João Gaspar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SvCl2YMKvsI/AAAAAAAAAUk/hOYtSxIhPpE/S220/Think+on.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-6444182296338137831</id><published>2008-12-26T12:17:00.003Z</published><updated>2008-12-26T12:47:03.097Z</updated><title type='text'>Mar de Sophia - Mar de Palavras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assombroso! O anipoema elaborado por Rui Torres é feito com uma rara mestria, conseguindo destacar-se, a meu ver, de muitos outros artistas digitais. A união é perfeita, os poemas, elaborados aleatoriamente, estão repletos de uma beleza com a marca de Sophia de Mello Breyner Andersen, a voz profunda do narrador dá alma à poesia e o visual está também muito bem tratado.&lt;br /&gt;Como é possível, através de uma base de dados de poemas de Sophia de Mello Breyner, criar novos poemas com os traços da famosa escritora portuguesa? Como é possível, através de uma escolha basicamente aleatória, onde apenas comandos de computador entram, criar algo tão naturalmente poético? Como é possível que a interferência do computador, da digitalização, crie obras que aos olhos de um leigo, são perfeitamente "humanas"?&lt;br /&gt;É toda essa perplexidade com que o leitor se depara, que transforma este anipoema, numa obra, para mim, única, onde Rui Torres encarna a pele de um génio, demonstrando que através de um computador, de uma base de dados, algum Flash, uns poemas de Sophia de Mello Breyner, uma escolha relativamente aleatória das palavras e a inclusão de umas vozes consegue criar poemas "novos", recheados de qualidade e erudição, balançando num mar de palavras...&lt;br /&gt;Depois de uma bela adaptação de "Amor de Clarice", Rui Torres demonstra com o "Mar de Sophia" que o computador, pode afinal de contas, ser um "poeta"....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-6444182296338137831?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6444182296338137831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6444182296338137831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/mar-de-sophia-mar-de-palavras.html' title='Mar de Sophia - Mar de Palavras'/><author><name>João Gaspar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SvCl2YMKvsI/AAAAAAAAAUk/hOYtSxIhPpE/S220/Think+on.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-2573486286710423646</id><published>2008-12-26T11:59:00.002Z</published><updated>2008-12-26T12:04:49.361Z</updated><title type='text'>Strings de Dan Waber</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dan Waber apresenta-nos um anipoema assombroso: "Strings". As palavras são cúmplices da animação, levando a anipoesia para um campo superior, havendo uma ligação inquebrável entre a digitalização e a literatura...&lt;br /&gt;O anipoema começa com uma transformação constante do "yes" em "no", mostra a ténue linha entre uma afirmação e uma negação, a verdade é subjectiva e pode ser alterada facilmente... De seguida o "maybe" torna-se interveniente aparecendo tímido, como se tivesse medo em afirmar-se, é uma incerteza. A transformação visível na seguinte fase do anipoema é ainda mais interessante. Há uma miscelânea entre o "yes" "no" e o "maybe", como se nenhum fosse certo, como se todos os argumentos se tivessem fundido... De seguida há um "yes" saltitante e alegre. Terá ganho o argumento ou será uma forma de demonstrar a satisfação de uma relação que  teve os seus frutos? É mostrado ao leitor duas visões, duas perspectivas heterogéneas. A satisfação é observável e ainda mais convincente na seguinte fase do "Strings". A gargalhada, o riso demonstra a felicidade do argumento vencedor, ou da relação promissora e afortunada...&lt;br /&gt;A seguir o leitor observa que todo o anipoema se insere numa relação amorosa... O "you" caminha calmamente, sendo abordado inúmeras vezes pelo "me" que tende a aproximar-se, a fazer a sua investida. Surge então a frase "your arms around me", é um sinal de que a investida foi feliz, há uma união. Concluo então, que toda a animação tem a ver com as relações amorosas, repletas de incertezas, de argumentos, de contrariedades, de oposições...&lt;br /&gt;O anipoema acaba com uma frase devaneadora: "words are like strings that pull out of my mouth". Com este anipoema Dan Waber demonstra uma forma de escrever bastante peculiar, como se todas as palavras saíssem de uma única linha. E essa linha é a nossa boca...  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-2573486286710423646?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/2573486286710423646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/2573486286710423646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/strings-de-dan-waber.html' title='Strings de Dan Waber'/><author><name>João Gaspar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SvCl2YMKvsI/AAAAAAAAAUk/hOYtSxIhPpE/S220/Think+on.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-4493679428746303418</id><published>2008-12-25T19:15:00.002Z</published><updated>2008-12-25T19:35:34.067Z</updated><title type='text'>Mar de Sophia, de Rui Torres</title><content type='html'>A constituição do poema "Mar de Sophia", de Rui Torres baseia-se na compilação de vários poemas digitais apresentados em formato hipermédia, como textos animados gerados a partir do léxico da escritora e poeta Sophia de Mello Breyner Andersen, reconstituindo a sia obra e atribuindo-lhe, naturalmente, características renovadas.&lt;br /&gt;Numa primeira abordagem ao poema de Rui Torres é-nos apresentado três caminhos a seguir: «Enquadramento», «Retrato de uma Princesa» e «Poema #2». «Enquadramento» surge como um momento de apresentação deste poema e a forma como este é estruturado. Os dois poemas surgem como uma espécie de homenagem à escritora portuguesa.&lt;br /&gt;Esta obra foi concebida através do programa Actionscript, tendo como colaboradores de Rui Torres, Nuno Ferreira na Programação, Nuno Cardoso na Voz e Luís Aly no som.&lt;br /&gt;Neste poema é, igualmente, permitido a recriação dos poemas por parte do leitor, num eixo combinatório de linguagem, adaptando esse mesmos poemas ao seu gosto pessoal.&lt;br /&gt;Naturalmente, as concepções combinatórias que o leitor vai formulando ao longo da sua leitura vão variar de pessoa para pessoa.&lt;br /&gt;Analisando atentamente o poema podemos verificar a presença de várias palavras que surgem repetidamente, nomeadamente, "mar", "tempo", "noite", "luz", "dia", entre outras.&lt;br /&gt;A acompanhar a parte escrita está o som. Enquanto estabelecemos o exercíco de compreensão desta obra digital, são nos transmitidos sons variados e que se intercalam, rapidamente, entre si, dando uma maior profundidade ao texto e, por vezes, cedendo-lhe um carácter mais enigmático e interessante. Percebe-se, várias vezes, o barulho das ondas a anularem-se junto à areia, aproximando o leitor do contexto onde se desenrola toda a acção da história - o mar.&lt;br /&gt;A nível literário, podemos dizer que estes poemas têm como linha orientadora a norma, sendo capazes de seleccionar, aleatoriamente, palavras das listas que formam os campos significativos e lexicais presentes no texto da escritora.&lt;br /&gt;Para terminar, na minha opinião, este poema demonstra-se como uma obra bastante conseguida onde o autor, apesar de introduzir as naturais alterações a que um texto está convencional está sujeito aquando da sua passagem para o meio digital, não deixou de manter a mensagem principal que Sophia de Mello Breyner concebeu na obra original.&lt;br /&gt;Em suma, Rui Torres respeitou a verdadeira essência desta obra, tornando-a num projecto atractivo, onde desperta a atenção e curiosidade da comunidade tecnológica, concedendo à literatura portuguesa e às suas obras, um cariz inovador que apresenta características muito versáteis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-4493679428746303418?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4493679428746303418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4493679428746303418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/mar-de-sophia-de-rui-torres.html' title='Mar de Sophia, de Rui Torres'/><author><name>Andrea Vale</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-4053728960751939689</id><published>2008-12-25T17:49:00.002Z</published><updated>2008-12-25T19:11:17.085Z</updated><title type='text'>Amor de Clarice (aulas anteriores)</title><content type='html'>O texto hipermédia de Rui Torres tem como fonte de inspiração o conto de Clarice Lispector, "Amor". O poema original surgiu nos anos 60 e tem como principal tema a abordar, os conflitos psicológicos e as crises existênciais que, por vezes, nos deparamos ao longo da nossa vida. De certa forma, a autora procurou traduzir com dramatismo e uma riqueza metamorfósica, a crueldade do Mundo em que vivemos, onde imperam vários sentimentos que atormentam o ser humano diariamente. No fundo, podemos considerar "Amor" como um espelho e um foco de reflexão acerca do Mundo em que todos nós vivemos.&lt;br /&gt;Este poema conta-nos a história de uma mulher profundamente abatida pela vida que levava marcada,essencialmente, pelo seu carácter rotineiro e inútil. Um dia, Ana resolveu trocar essa angústia que vivia por um estado de conformação com a vida que levava, uma vida de adulta que ela própria tinha obrigação de suportar, considerando que podia sobreviver sem qualquer tipo de felicidade.  &lt;br /&gt;Acompanhada pelas suas tarefas domésticas e pelo cuidado que dedicava aos seus filhos, Ana não esperava mais nada da vida, considerando-a preenchida, sendo uma espécie de compilação entre a tranquilidade e a estabilidade.&lt;br /&gt;No entanto, um dia depara-se como um cego na rua a mascar uma chiclete. Esse momento revela-se como um foco desencadeador de uma incessante vontade de viver e atribuir algum sentido à sua vida. Era o amor que ali renasceria. Podemos concluir, então, que Ana ao conter os seus impulsos abdicou de grandes paixões para alcançar o que denominava "vida verdadeira".&lt;br /&gt;Numa abordagem digital da mesma obra, Rui Torres transmite perfeitamente esta mesma ideia de sofrimento e infelicidade.&lt;br /&gt;O poema está dividido em duas séries com vinte e seis partes cada. Existe, também, uma enorme liberdade concedida ao leitor, já que pode arrastar e formar variadíssimos conjuntos de versos mudando, no fundo, a própria concepção do poema em questão.&lt;br /&gt;As grandes letras vermelhas transmitem todos os sentimentos, todas as incertezas emocionais e toda a tranquilidade indesejada, vividos pela personagem, explicados pelo rompimento de dias verdadeiramente monótonos que levava, tendo como principal característica, a existência de uma imaginária felicidade e uma disposição para concordar com tudo aquilo que a vida lhe foi oferecendo.&lt;br /&gt;Analisando este poema, podemos verificar que o tema abordado nunca será ultrapassado, existindo muitas "Anas" no Mundo em que vivemos. Por vezes, este facto pode explicar-se pela forma como a sociedade molda as suas mentalidades baseadas na aparência e no desejo de aproximação da perfeição e de uma imagem que agrade aos "espectadores".&lt;br /&gt;O próprio som que acompanha a escrita transmite um sentimento de tranquilidade e, ao mesmo tempo, de angústia. A existência de inúmeras possibilidades na formação do léxico de Clarice Lispector no meio digital, pode considerar-se, na minha perspectiva, como uma presença de variadíssimas possibilidades de caminhos a percorrer ao longo da nossa vida. Isto não quer dizer que optamos sempre pelo melhor caminho mas são estas situações que nos ajudam a voltar a optar, deixando, em nós, marcas de amadurecimento.&lt;br /&gt;Esta nova concepção da obra de Clarice Lispector, na minha opinião, está algo fora do normal, porque Rui Torres conseguiu, na íntegra, transvasar todo o sentimento adquirido pela personagem, na obra original, para suporte digital, tornando-o muito interessante e, sem dúvida muito mais interactiv. Possibilita uma participação activa e interessada do leitor que, à medida que vai aprofundando o seu conhecimento acerca deste projecto, os sentimentos de aproximação e identificação, vão ganhar, cada vez mais, sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-4053728960751939689?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4053728960751939689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4053728960751939689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/amor-de-clarice-aulas-anteriores.html' title='Amor de Clarice (aulas anteriores)'/><author><name>Andrea Vale</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-6059985857023407566</id><published>2008-12-23T12:09:00.002Z</published><updated>2008-12-23T12:41:16.329Z</updated><title type='text'>Stephen Malinowski - O Retrato da Música</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Stephen Malinowski apresenta-nos duas formas diferentes de representar a música. Em vez de uma pauta sóbria e crua, sem movimento, sem vida, Malinowski mostra que a música é muito mais que uns bemóis ou sustenidos embutidos numas tantas linhas pretas sobre um fundo branco...&lt;br /&gt;Clair de Lune, música de Chopin "pintada" por Malinowski, é uma representação colorida e viva da obra do pianista polaco. Cada traço vindo de um pincel digital, habilmente manuseado por Malinowski, representa um momento da música, o seu tempo, a sua duração, o seu tom, transforma as notas em símbolos de cores e de tamanhos diferentes, mostrando toda a heterogenidade das notas e da própria música. Uma representação bastante artística da música, da sua vida, dos seus momentos, das suas pausas, das suas notas...&lt;br /&gt;Nocturne (opus 27, nº2), também uma música de Chopin, é, na minha opinião, mais bem representada por Malinowski. Há ainda mais vida nesta representação da música do artista polaco. O movimento é notório, com as linhas a saltarem, a esticarem, a darem uma vida e uma dinâmica não vista em Clair de Lune.&lt;br /&gt;O retrato da música, a pintura que Malinowski lhe faz é absolutamente genial, mostrando uma cumplicidade enorme entre o seu trabalho digital e as músicas. A ligação da imagem, do visual, com a música, o audível é algo muito bem conseguido, transformando essa ligação, demonstrando que o visual de uma música pode ser muito mais que uma simples pauta de pretos e brancos... &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-6059985857023407566?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6059985857023407566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6059985857023407566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/stephen-malinowski-o-retrato-da-msica.html' title='Stephen Malinowski - O Retrato da Música'/><author><name>João Gaspar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SvCl2YMKvsI/AAAAAAAAAUk/hOYtSxIhPpE/S220/Think+on.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-3986389720702023937</id><published>2008-12-20T18:10:00.046Z</published><updated>2009-06-17T09:23:14.472+01:00</updated><title type='text'>Sobre LMED</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dedicado às minhas alunas e aos meus alunos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {pare nt.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_wdsMAP9dOZY/SU1GCCZisLI/AAAAAAAAAFU/Kf2oD1Rzam0/s1600-h/Ana_Monica_%28diapositivo%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_wdsMAP9dOZY/SU1GCCZisLI/AAAAAAAAAFU/Kf2oD1Rzam0/s400/Ana_Monica_%28diapositivo%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281954938793144498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:85%;" &gt;Ana Mónica, captura de ecrã de «cortado em flores» (Maio 2006)&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A disciplina &lt;a href="http://www.ci.uc.pt/diglit/DigLitWebCdeCodiceeComputadorEnsaio33.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Literatura e Média na Era Digital&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; foi criada em 2005-2006 com o objectivo de dar a conhecer e reflectir sobre a produção de literatura no meio digital. Temos procurado observar quer a recodificação electrónica de objectos oriundos do meio impresso, quer objectos originariamente electrónicos, isto é, produzidos com recurso às materialidades intermédia e hipermédia de aplicações informáticas e de plataformas específicas. Muitas obras digitais constituem extensões de formas da arte processual ao interrogarem a materialidade particular das suas formas linguísticas e técnicas de mediação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_wdsMAP9dOZY/SU4ndVIeBMI/AAAAAAAAAGs/eQhExKmLYyI/s1600-h/Luisa_Cantante%28diapositivo%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_wdsMAP9dOZY/SU4ndVIeBMI/AAAAAAAAAGs/eQhExKmLYyI/s400/Luisa_Cantante%28diapositivo%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282202797794526402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Luísa Cantante, captura de ecrã de «The Raven» (Maio 2006)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A reflexão sobre processos e tecnologias de mediação tem sido feita a partir da análise de um conjunto de obras electrónicas seleccionadas, em vários géneros, que incluem poesia cinética e hipermédia, hiperficção e ficção interactiva, performance e teatro digital, geração automática de texto, literatura de código («codework»), etc.  Procurámos clarificar os diferentes modos e graus de intervenção dos leitores nas obras semi-determinadas, em objectos digitais e pré-digitais, tentando compreender o alcance do conceito de literatura ergódica proposto por Espen Aarseth. Procurámos ainda compreender a ecologia das tecnologias de mediação, nas suas relações sincrónicas e diacrónicas, através do conceito de &lt;a href="http://www.ci.uc.pt/diglit/DigLitWebCdeConceitos.html#remedia%C3%A7%C3%A3o"&gt;remediação&lt;/a&gt; proposto por Jay David Bolter e Richard Grusin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_wdsMAP9dOZY/SU4ix9Kg-UI/AAAAAAAAAGU/k4-vKmePM20/s1600-h/Vera_Jorge_%28diapositivo%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 299px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_wdsMAP9dOZY/SU4ix9Kg-UI/AAAAAAAAAGU/k4-vKmePM20/s400/Vera_Jorge_%28diapositivo%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282197654579771714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:85%;" &gt;Vera Ribeiro Jorge, captura de ecrã de «Flying: Enjoy (the) Stealing Silence&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:85%;" &gt;» (Junho 2006).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Deste modo foi possível pôr em causa certas dicotomias entre o impresso e o digital e clarificar as complexas operações de codificação realizadas através da espacialização da escrita. A recriação digital de formas visuais (como as que caracterizam os poemas constelados) revela, por vezes, a pluridimensionalidade da inscrição que ocorre na página impressa. A recriação de poemas experimentais realizada pelos autores do arquivo &lt;a href="http://po-ex.net/index.php?option=com_content&amp;amp;task=category&amp;amp;sectionid=1&amp;amp;id=15&amp;amp;Itemid=35&amp;amp;lang="&gt;PO-EX&lt;/a&gt;, ou a reescrita digital dos seus próprios poemas concretos realizada por &lt;a href="http://www2.uol.com.br/augustodecampos/clippoemas.htm"&gt;Augusto de Campos&lt;/a&gt; constituem exemplos da dialéctica entre o código impresso e o código electrónico nas operações de escrita e de leitura. Por isso o computador tem sido conceptualizado como uma tecnologia de inscrição que alarga e reconfigura o espaço da escrita, prosseguindo o processo de abstracção e replicação permutativa que é inerente ao código alfabético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_wdsMAP9dOZY/SU1K_I0lBDI/AAAAAAAAAF0/QrM7VhDzQzY/s1600-h/Bruno_Santos_%28diapositivo%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_wdsMAP9dOZY/SU1K_I0lBDI/AAAAAAAAAF0/QrM7VhDzQzY/s400/Bruno_Santos_%28diapositivo%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281960386535687218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:85%;" &gt;Bruno Santos, captura de ecrã de «Pormenor da Casa» (Maio 2007)&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Aquela reflexão sobre as possibilidades do meio digital prolongou-se na dimensão pedagógica do trabalho de comunicação em contexto escolar. A escrita directamente motivada pelas obras vistas e analisadas tornou-se num dos instrumentos de aprendizagem centrais da disciplina. A complexidade de algumas obras e conceitos pôde ser tentativamente explorada por cada participante na disciplina, beneficiando da reflexão dos restantes. Torna-se assim possível ver melhor o que somos capazes de pensar e de escrever. Ao dar testemunho da ligação da cognição às representações de que dispomos para conhecer torna-se mais claro o acto de transformar as representações no esforço para conhecermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_wdsMAP9dOZY/SU1Lt9uxSfI/AAAAAAAAAF8/EJoOHs_1Jas/s1600-h/Marcia_Rocha_%28diapositivo%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_wdsMAP9dOZY/SU1Lt9uxSfI/AAAAAAAAAF8/EJoOHs_1Jas/s400/Marcia_Rocha_%28diapositivo%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281961191012387314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Márcia Rocha, captura de ecrã de «Visão e Poesia» (Maio 2007). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A socialização da escrita e da publicação que o blogue constitui torna possível  aumentar o grau de apropriação das múltiplas linguagens com que a cultura digital nos interpela.  Aumentar a consciência da escrita e das representações enquanto mediadoras dos actos cognitivos poderia ser, porventura, a justificação pedagógica para a prática que esta experiência de escrita representa. Trata-se, no fundo, de tentar responder às perguntas fundamentais num contexto de aprendizagem:  como comunicar melhor? como aumentar, para cada indivíduo, a autoconsciência do acto de construção do seu próprio conhecimento?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_wdsMAP9dOZY/SU4jkuGWghI/AAAAAAAAAGc/9JRzimz3ptU/s1600-h/Camilo_Salazar_%28diapositivo%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 235px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_wdsMAP9dOZY/SU4jkuGWghI/AAAAAAAAAGc/9JRzimz3ptU/s400/Camilo_Salazar_%28diapositivo%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282198526709105170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Camilo Soldado, captura de ecrã de «Disorder» (Dezembro 2008).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A realização de um projecto de uma obra digital procura ligar o acto de pensar e o acto de fazer como formas adicionais de desenvolver a literacia digital, isto é, a capacidade de ler, escrever e pensar com os instrumentos digitais. Enquanto prática de aprendizagem representa também a valorização da dimensão performativa do conhecimento. E é esse grau de envolvimento no próprio acto cognitivo que torna possível intensificar a consciência dos processos materais de produção de sentido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_wdsMAP9dOZY/SU4mHzkBnII/AAAAAAAAAGk/7m-84aJ9HNQ/s1600-h/Joao_Gaspar_%28diapositivo%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_wdsMAP9dOZY/SU4mHzkBnII/AAAAAAAAAGk/7m-84aJ9HNQ/s400/Joao_Gaspar_%28diapositivo%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282201328494419074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:85%;" &gt;Pedro Pinto, captura de ecrã de «Quando os pássaros morrem» (Dezembro 2008)&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span&gt;Nos últimos três anos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Literatura e Média na Era Digital &lt;/span&gt;tomou forma não apenas como um corpo de conteúdos, mas também como um conjunto de métodos de ensino e de aprendizagem que são parte do seu próprio conteúdo. É nessa consciência da sua mediação disciplinar - enquanto mediação simultaneamente teórica e escolar - que a mediação digital e literária se tornou pensável, escrevível e legível. Nesta tentativa particular de ampliar para o espaço electrónico o espaço das interacções no espaço da aula está a tentativa de responder a outra questão: é possível ensinar de outro modo? aprender de outro modo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-3986389720702023937?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3986389720702023937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3986389720702023937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/sobre-lmed.html' title='Sobre LMED'/><author><name>Manuel Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03815438473613231241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wdsMAP9dOZY/SU1GCCZisLI/AAAAAAAAAFU/Kf2oD1Rzam0/s72-c/Ana_Monica_%28diapositivo%29.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-3228097423443283810</id><published>2008-12-15T12:31:00.001Z</published><updated>2008-12-18T22:29:28.597Z</updated><title type='text'>Lexia to Perplexia</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como é que nos projectamos na máquina? Esta é uma das perguntas que se impõem na obra &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Lexia&lt;/span&gt; to &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Perplexia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;. Actualmente, uma grande porção das &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;interacções&lt;/span&gt; sociais são mediadas por computador, logo, ele torna-se um elemento fulcral para a sociedade. A máquina está presente em quase todas as escolas, repartições públicas, escritórios, casas particulares, ou seja, tornou -se uma tecnologia omnipresente. O desenvolvimento científico e tecnológico trouxe consigo o advento da máquina, sendo que, o computador é considerado o engenho mais complexo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Lexia&lt;/span&gt; to &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Perplexia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; é uma das mais famosas obras de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;codework&lt;/span&gt;; representa uma reflexão sobre a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;maquinização&lt;/span&gt; do ser humano/ humanização da máquina. Talan Memmott criou uma série de trocadilhos, com o intuito de demonstar a dimensão narcisica do homem na sua relação com a máquina. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-3228097423443283810?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3228097423443283810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3228097423443283810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/lexia-to-perplexia.html' title='Lexia to Perplexia'/><author><name>Sara cruz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-1057835185371556007</id><published>2008-12-14T20:13:00.001Z</published><updated>2008-12-15T12:31:45.760Z</updated><title type='text'>A obra digitaL...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ao longo do semestre, analisámos diversas obras de natureza digital; aprendemos conceitos, tais como: Literatura &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ergódica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, remediação, poesia concreta, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;cibertexto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, hipertexto, semiótica, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;hermenêutica&lt;/span&gt;, entre outros. A exploração das obras permitiu-nos conhecer uma realidade, cada vez mais expressiva, contudo, ainda muito desconhecida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O computador como tecnologia de escrita, permite criar aquilo a que chamamos: literacia digital. A escrita digital tem uma materialidade completamente diferente da escrita convencional, contudo, ambas são igualmente importantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As obras hipermédia elevam o olhar crítico do leitor, ou seja, é necessário um maior esforço de compreensão. Logo, o leitor vai cada vez mais fundo, a cada obra consegue um pouco mais.... O homem tem tendência para desistir, por isso é que, muitos de nós não admiramos esta forma de arte. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-1057835185371556007?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1057835185371556007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1057835185371556007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/obra-digital.html' title='A obra digitaL...'/><author><name>Sara cruz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-702435470166818340</id><published>2008-12-13T22:40:00.001Z</published><updated>2008-12-13T22:40:59.684Z</updated><title type='text'>Clair de Lune &amp; Malinowski</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7UtzHu5UPGo/SUQ3hlg4DJI/AAAAAAAAAAU/Ua8Zm4_0rVg/s1600-h/cre.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 192px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7UtzHu5UPGo/SUQ3hlg4DJI/AAAAAAAAAAU/Ua8Zm4_0rVg/s320/cre.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279405713330277522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Stephen Malinowski, através da música clássica de Debussy tocada em piano - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clair de Lune&lt;/span&gt; - criou uma dinâmica obra gráfico/sonora.&lt;br /&gt;No decorrer desta suave melodia, é apresentado um gráfico de barras com as mais variadas cores. As cores funcionam como um código para as notas do piano. Cada cor que aparece, corresponde a uma nota do piano implicada na sonoridade. Ao longo da melodia, as notas vão-se repetindo e, por sua vez, sobrepondo-se. Toda esta dinâmica musical, transforma-se num extenso enredo, que ganha proporções diversas. Proporções tais, que correspondem a cada parte da música em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malinowski é autor de outras obras semelhantes, entre as quais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nocturno&lt;/span&gt; do pianista polaco Chopin. Ambas as músicas trasmitem uma sensação de serenidade, assim como a de uma ambiente romântico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-702435470166818340?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/702435470166818340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/702435470166818340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/clair-de-lune-malinowski.html' title='Clair de Lune &amp; Malinowski'/><author><name>Fábio Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_7UtzHu5UPGo/TA_FumUnLGI/AAAAAAAAABA/idDC4BYC5Vo/S220/DSC01337.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7UtzHu5UPGo/SUQ3hlg4DJI/AAAAAAAAAAU/Ua8Zm4_0rVg/s72-c/cre.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-3403893630705158241</id><published>2008-12-13T19:41:00.000Z</published><updated>2008-12-13T19:43:01.284Z</updated><title type='text'>Natureza diferencial da escrita</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A escrita possui uma natureza diferencial na medida em que contém um conjunto de elementos fónicos que permitem gerar combinações múltiplas, que variam de língua para língua, que posteriormente geram palavras. Esta natureza diferencial evidencia-se no processo de distinção: a caligrafia. Estas caligrafias ganham sentido através das diferenças que existem entre elas: umas letras são mais redondas que outras, algumas mais bicudas ou maiores, entre outros.&lt;br /&gt;Também a relação entre fonemas e grafemas não é de equivalência: os mesmos grafemas podem representar sons diferentes e os mesmos fonemas podem ser representados por grafemas diferentes. A língua baseia-se então numa estrutura limitada de sons e posteriormente numa reorganização de palavras. Essa reorganização não tem um valor intrínseco, é de razão histórica e convencional.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-3403893630705158241?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3403893630705158241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3403893630705158241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/natureza-diferencial-da-escrita.html' title='Natureza diferencial da escrita'/><author><name>Cristiana Domingues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-703787923599391623</id><published>2008-12-11T22:58:00.004Z</published><updated>2008-12-12T00:00:00.357Z</updated><title type='text'>Strings</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A poesia visual de Dan Waber introduz-nos uma discussão em &lt;em&gt;argument&lt;/em&gt;. Não sabemos o que a motivou, nem a identidade dos personagens. Observamos apenas o desacordo (Yes/ No) através de um fio (string). Cada interlocutor "puxa" a corda para o seu lado, como no jogo de crianças ou como uma partida de ténis. Não sabemos quem tem razão e à primeira vista parece que são capazes de discutir eternamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sucede-se &lt;em&gt;argument2&lt;/em&gt;, no qual um inicialmente tímido Maybe (talvez) se vai sobrepondo aos argumentos de um e de outro, até possuir o protagonismo absoluto. O sim (yes) e o não (no) já não são produto do mesmo fio, mas independentes entre si. As ideias flutuam como se nenhum dos dois saiba já quem tem razão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando os interlocutores começam a flirtar um com o outro, na sequência seguinte, supõe-se uma ligação amorosa entre os dois. Em &lt;em&gt;flirt, &lt;/em&gt;um novo fio/ string reúne todas as opiniões: o sim, o não e o talvez, numa amálgama de pseudo-letras oscilantes. As opiniões anteriormente contraditórias fundem-se e transformam-se umas nas outras, como se nenhum pretendesse ter razão absoluta. Os amantes (?) cedem progressivamente um ao outro e negoceiam tréguas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O flirt continua e é visível um yes esfuziante, que rodopia, parece saltar e correr de um lado para o outro do ecrã. Aparenta haver finalmente consenso e felicidade. A expressão seguinte (&lt;em&gt;haha)&lt;/em&gt; confirma-o, através de um fio de risos. Haha surge de um dos lados para se desfazer e, de imediato, ser ampliado no lado oposto e assim progressivamente até atingir o clímax ao ocupar todo o fio. No fim, restam um aha e um heh simultâneos em diferentes partes do fio, mas mais próximos do que os haha iniciais. Parece ter havido uma celebração mais íntima, feitas as pazes...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;you and me&lt;/em&gt; mostra um you (tu) que ocupa o centro do ecrã e que se movimenta lateralmente, enquanto um me (eu) orbita e saltita em seu redor. O "eu" devota a sua atenção e procura simultaneamente atraír o "tu". Este "tu" parece um pouco hesitante. Avança a passos pequenos como se estivesse a avaliar o piso por onde caminha. Apesar de terem resolvido os problemas iniciais, podem existir dúvidas e questões que ainda ficam por resolver e este "tu" está a ser extremamente cauteloso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas &lt;em&gt;arms&lt;/em&gt; revela que existe carinho entre os personagens desta poesia em fios. Num abraço simbolizado por "your arms" (os teus braços) e um círculo imperfeito, mas que pode funcionar como elo de ligação, os dois amantes unem-se. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O poema termina em &lt;em&gt;poidog&lt;/em&gt; com a frase (formada por vários fios, palavra a palavra): "Words are like strings that I pull out of my mouth" (As palavras são como fios que puxo para fora da minha boca). As palavras provocam, mas as palavras curam. O seu sentido e função é múltiplo e a percepção de cada uma delas pode variar conforme o contexto e as experiências de quem as ouve. Assim se podem criar as discussões e assim se podem resolver as mesmas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De um modo divertido e simples, este poema aborda a complexidade da linguagem e do sentido. A interpretação é vista como algo inerentemente associado a ambos os conceitos anteriores e indissociável dos mesmos. Assim, os pequenos episódios que compõem esta história surgem como exemplos do processo de comunicação e do estabelecimento de ligações afectivas entre seres humanos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-703787923599391623?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/703787923599391623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/703787923599391623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/uma-narrativa-em-azul_11.html' title='Strings'/><author><name>Maria Eduarda Eloy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-6661369472887196640</id><published>2008-12-11T22:58:00.000Z</published><updated>2008-12-11T22:59:41.922Z</updated><title type='text'>Uma narrativa em Azul</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em Twelve Blue, de Michael Joyce, estamos perante uma obra de literatura ergódica. A partir de uma estrutura semi-determinada pelas hiperligações disponíveis, o leitor escolhe o seu percurso de leitura. Cada capítulo (composto por algumas lexias) inclui um pequeno fragmento da narrativa. A premissa inicial é a de um conto em oito barras, as mesmas em que vamos clicando de modo a aceder ao fragmento narrativo seguinte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dentro do texto, o narrador desta história fala-nos de vários personagens cujas vidas se entrelaçam e que se influenciam mutuamente, numa narrativa de tom triste (blue, para utilizar a expressão de língua inglesa) mas que poderia ser real. Por vezes enquadra momentos que podem ser considerados reflexivos e uma ou outra imagem por entre os capítulos. No entanto, o que permanece gravado na memória é sempre o azul que emoldura fundo de página e que confere o tom à história. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-6661369472887196640?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6661369472887196640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6661369472887196640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/uma-narrativa-em-azul.html' title='Uma narrativa em Azul'/><author><name>Maria Eduarda Eloy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-6738268182144679261</id><published>2008-12-10T18:27:00.000Z</published><updated>2008-12-10T18:50:16.986Z</updated><title type='text'>Ver música</title><content type='html'>Stephen Malinowski associou a melodia &lt;em&gt;Clair de Lune&lt;/em&gt;, de &lt;em&gt;Debussy, &lt;/em&gt;a uma representação gráfica das notas que a compõem. O resultado é uma excelente combinação de música e cor, em que, literalmente, "vemos" as notas e a sua execução. O código musical está, neste trabalho, representado pelas barras coloridas que mudam de cor quando está a ser tocada a nota respectiva. Estas barras lembram o pianista que está a interpretar a música, criando um efeito interessante. As próprias pausas foram levadas em contas por Malinowski, que fez algo similar com &lt;em&gt;Nocturne&lt;/em&gt; de &lt;em&gt;Chopin&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta obra demonstra como dois códigos diferentes, como a notação musical e a cor, podem ser traduzidos, sem que esse processo desvirtue a música ou a imagem. Stephen Malinowski prima pela criatividade e, sobretudo, pela harmonia nestes trabalhos, numa agradável homenagem à música clássica e a dois dos seus grandes vultos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-6738268182144679261?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6738268182144679261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6738268182144679261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/ver-msica.html' title='Ver música'/><author><name>João A. Ribeiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-57463731115817178</id><published>2008-12-10T18:16:00.000Z</published><updated>2008-12-10T18:17:46.473Z</updated><title type='text'>Strings, Dan Waber</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Strings, de Dan Waber, é uma obra que, de certa forma, retrata os diferentes momentos pelos quais um casal passa durante a sua relação. Inicialmente deparamo-nos com um conjunto de opções intituladas “argument”, “argument2”, “flirt”, “flirt (cntd)”, “haha”, “youandme”, “arms” e “poidog”. Cada uma destas opções transporta o leitor para um momento diferente dessa mesma relação: na primeira, “argument”, estamos perante uma discussão em que nenhuma das partes cede, daí as palavras “yes” (sim) e “no” (não); num segundo momento, “argument2”, parece já haver algum entendimento na medida em que aparece um “maybe” (talvez); de seguida temos “flirt” em que existe uma certa confusão de ideias, pois “yes”, “maybe” e “no” fundem-se quase que numa palavra só; num quarto momento, “flirt (cntd)”, deparamo-nos com uma vitória do “yes”, o que evidencia que o casal se juntou de novo, reatou a sua relação; num quinto momento temos “haha” que representa a alegria em que o casal ficou após reatarem; de seguida temos “youandme” e “arms” que representa a união do casal, a comunhão perfeita que existe entre eles; para finalizar surge “poidog” em que a corda forma a frase words are like strings that pull out of my mouth, que sugere que tudo aquilo que dizemos está interligado com algo que já foi dito antes, talvez num outro contexto.&lt;br /&gt;A partir desta análise podemos concluir que Strings, de Dan Waber é uma obra que faz uma reflexão sobre o processo de significação e a natureza da própria escrita, pois todas as palavras que a constituem provêm da mesma linha, da mesma corda, mas no entanto todas elas têm significados diferentes; corda, essa, que, no contexto da relação do casal, não se vê mas sente-se. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-57463731115817178?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/57463731115817178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/57463731115817178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/strings-dan-waber_10.html' title='Strings, Dan Waber'/><author><name>Cristiana Domingues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-5717773425300503029</id><published>2008-12-10T16:56:00.000Z</published><updated>2008-12-10T17:00:43.058Z</updated><title type='text'>Strings - Dan Weber</title><content type='html'>Dan Weber, em strings, retrata, em primeiro plano, uma discussão, tendo um lado afirmativo (yes) e o negativo (no). A discussão passa-se numa linha contínua, visto que o debate é sobre o mesmo assunto.&lt;br /&gt;Em segundo plano, surge, porém, o talvez (maybe), que torna o assunto em discussão mais leve, sem aquela tensão inicial, podendo agora chegarem a um consenso.&lt;br /&gt;Em terceiro plano, vemos um “fraco” que o “no” agora tem com relação ao “yes”, ele agora parece estar sendo convencido pela opinião contrária e já pensa na possibilidade do talvez.&lt;br /&gt;Em um outro plano, a opinião positiva vem agora como quem hipnotiza seu adversário, apontando questões que possam mudar a opinião deste. Parece que chegam a um senso comum e agora, o “vencedor”, “yes”, parece gozar de sua vitória com gargalhadas e mais gargalhadas (hahaha).&lt;br /&gt;A obra continua com o surgimento de novas oposições, mas que agora vem com a intenção de um acordo maior; “youandme” aparecem entrelaçados como se tivessem, finalmente, chegado a um senso comum e terminado a discussão em paz, ou não, visto que “arms”chegou a aparecer nas mãos de ambos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-5717773425300503029?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5717773425300503029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5717773425300503029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/strings-dan-weber.html' title='Strings - Dan Weber'/><author><name>Gabriela Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_9wVdIPox2ak/SPO3nfU7jnI/AAAAAAAAAH0/CZpTx3TNm9M/S220/071.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-87739941918297445</id><published>2008-12-10T10:19:00.004Z</published><updated>2008-12-10T10:27:19.744Z</updated><title type='text'>Hegirascope, um labirinto caleidoscópico</title><content type='html'>Ao iniciar Hegirascope, a cor viva do fundo da página é o primeiro elemento a sobressair. Enquadra palavras que aparentemente não têm qualquer nexo e que, antes que as consigamos ler completamente, desaparecem, dando lugar a um novo fragmento de cor e texto. A primeira impressão é confusão absoluta. Durante minutos sucedem-se as partes desta história da autoria de Stuart Moulthropp, moldando continuamente cores e palavras na retina. A obra avança ao seu próprio ritmo, lento ou rápido, mas sem parar. O leitor pode tentar travar o cronómetro invisível, recorrendo às hiperligações, que abrem novas páginas, ou então pode deixar o tempo seguir o seu curso e tentar ler o mais rapidamente possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história começa e acaba, mas a narrativa é aparentemente desprovida de continuidade no espaço que ocupa o desenvolvimento. O leitor pode escolher o seu caminho através das hiperligações e, assim, como através de um rasto de migalhas ganhar consciência do espaço que percorreu para atingir a conclusão. A interpretação é individual, mas não é dependente do percurso de leitura. Cada um pode tentar atribuir alguma coerência às sequências de episódios aparentemente desconexos, mas vista a obra na sua globalidade não há qualquer alteração ao conteúdo. O sentido que se atribui a Hegirascope é ditado pelas experiências de vida do leitor e nada mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, esta criação literária em hipertexto permite-nos uma reflexão sobre o labirinto que percorremos para compreender o sentido das coisas. Podemos esperar passivamente até sermos guiados até à saída ou podemos encontrar o nosso próprio caminho. O que encontramos do outro lado é igual para todos, apenas visto e interpretado por olhos e experiências diferentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-87739941918297445?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/87739941918297445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/87739941918297445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/hegirascope-um-labirinto-caleidoscpico.html' title='Hegirascope, um labirinto caleidoscópico'/><author><name>Maria Eduarda Eloy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-1211067211578709899</id><published>2008-12-10T02:13:00.000Z</published><updated>2008-12-10T02:21:07.153Z</updated><title type='text'>Clarice Lispector, Amor.</title><content type='html'>Na narrativa de Clarice Lispector prevalecia a existência de uma mulher comum de seu nome Ana ,que era casada, mãe de filhos. A sua vida era normal, "os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos." &lt;br /&gt;A vida de Ana era rotineira e feliz em seu apartamento no nono andar, costurava para os meninos, recebia o seu marido de volta em casa todas as tardes e os movéis empoeirados todas as manhãs "como se voltassem arrependidos". Um dia, foi às compras e, depois, cansada, subiu no bonde para voltar à casa. Recostou-se no banco, procurando conforto, num suspiro de meia satisfação. Revê a sua vida: plácida, sem tempestades, tudo no lugar. Com o saco de tricô que ela mesma tecera ao colo, cheio de ovos frescos, Ana é apenas uma mulher que vai às compras. Mas vê, com o bonde parado, um cego que, indagando, no escuro de si mesmo, com as suas mãos estendidas para a frente, sorri.&lt;br /&gt;Por fim, Ana tem como realização,a revelação da sua vida. Descontrolada emocionalmente, perde o ponto onde deveria descer. Desce no Jardim Botânico e lá permanece, com a alma em estado de sobrelevação, por toda a tarde, até que anoiteça e se veja sozinha. Grita para que abram o portão e arfante chega à casa, onde faz um jantar às pressas para a família. Durante o jantar, não presta atenção a nada, a vida está modificada, o homem mascando chiclete, a cegueira e a vida, a certeza de que a humanidade sofre. Aperta o filho a ponto de assustá-lo e, quando todos se vão, diante do espelho, ouve o fogão dar um estouro. Era um defeito do fogão, mas que a traz de volta para a vida quotidiana. Abraça o marido, diz que não quer que ele sofra (ela mesma estava sofrendo por ter descoberto o mundo). Ele ri,e ela, antes de dormir, sopra a flama do dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-1211067211578709899?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1211067211578709899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1211067211578709899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/clarice-lispector-amor.html' title='Clarice Lispector, Amor.'/><author><name>Diogo Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-2957551530401168083</id><published>2008-12-10T01:22:00.000Z</published><updated>2008-12-10T01:37:56.149Z</updated><title type='text'>Michael Wesch,The Machine is Us/ing Us</title><content type='html'>Perante a visualização do vídeo “The machanine is us/ing Us”,Michael Wesche nos vai demonstrar o potencial do texto digital que liga especificamente hípertexto. Através de um movimento retórico que opera tanto visualmente e verbalmente: o ponteiro do rato para clicar na frase "here" e "here" e "here", que se deslocará para uma nova localidade do ecrã com cada clique, como faz com a palavra "anywhere". Claramente Wesch faz questão de sublinhar a dimensão espacial do hipertexto, a sua capacidade de transportar-nos para qualquer lugar.&lt;br /&gt;Apesar de estarmos a presenciar esta evolução, a Web 2.0 pode ser entendida, acima de tudo, como um conceito. Numa perspectiva educativa, a dinâmica que está associada à web 2.0, permite uma interacção, uma construção do conhecimento baseada na partilha da informação. Aqui todos os participantes actuam e são autores neste processo. Vejamos o caso dos blogs (falo dos educativos), wiki's e foruns de discussão disponiveis em várias comunidades. Um outro aspecto que me parece bastante relevante e que trás algo de novo, é a preocupação com a acesibilidade. Estaremos a caminhar para uma cultura de inclusão?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-2957551530401168083?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/2957551530401168083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/2957551530401168083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/michael-weschthe-machine-is-using-us.html' title='Michael Wesch,The Machine is Us/ing Us'/><author><name>Diogo Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-2168517741989927221</id><published>2008-12-10T01:14:00.000Z</published><updated>2008-12-10T01:21:27.016Z</updated><title type='text'>Shelley Jackson, My Body</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;} @font-face 	{font-family:Calibri; 	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	margin-top:0cm; 	margin-right:0cm; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0cm; 	line-height:115%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-fareast-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 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&lt;/span&gt;a muitas outras que se comparam como modelos,o que demonstra que existem diferenças.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na secção sobre os seus braços,ela comenta como as outras mulheres queriam ser como ela e perguntam-lhe como ela conseguiu os seus braços sendo tão apertados e fortes, e estavam com ciúmes quando ela afirmou que isto é como ela é naturalmente.Acho que shalley Jackson foi capaz de ver as suas próprias falhas,defeitos que o público a olho nú vê que ela tem ,mas eu penso que ela foi capaz de encontrar uma maneira de aceitar todo seu corpo,porque ela gostou do que ela realmente é.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De uma certa forma ela estava a demonstrar na sua forma de arte,a outras mulheres que imperfeição é sinal de beleza,contrariando a tradicional concepção da beleza exterior na sua unicidade.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-2168517741989927221?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/2168517741989927221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/2168517741989927221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/shelley-jackson-my-body.html' title='Shelley Jackson, My Body'/><author><name>Diogo Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-4693662315416959038</id><published>2008-12-10T00:26:00.001Z</published><updated>2008-12-13T15:53:42.781Z</updated><title type='text'>Chopin,Nocturne</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Nocturne &lt;/em&gt;é uma obra sobre a representação da escrita. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É necessário algum esforço interpretativo para extrair informação desta obra. Um olhar crítico verá algo mais do que uma espécie de prisma a perseguir pontos, num fundo preto. Os pontos representam a posição das notas musicais. Por sua vez, o movimento das linhas representa a dinâmica do tempo. Subjacente a esta obra, está uma das particularidades da escrita digital- a   possibilidade de representar do tempo. Ao ler um livro, o tempo , em si mesmo,  está na própria leitura. No mundo digital- a animação é uma forma de representar o tempo na escrita.  A escrita pode ser representada de várias formas, esta é uma delas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-4693662315416959038?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4693662315416959038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4693662315416959038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/chopinnocturne.html' title='Chopin,Nocturne'/><author><name>Sara cruz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-5793758691428647547</id><published>2008-12-09T23:35:00.001Z</published><updated>2008-12-10T00:21:22.471Z</updated><title type='text'>Strings, Dan Waber</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Strings é uma obra hipermédia,desenvolvida por Dan &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Waber&lt;/span&gt;. O seu conteúdo, à partida desconexo, torna-se bastante apelativo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ao longo da obra, as palavras vão sendo formadas através de uma espécie de "bailado". São vários os movimentos que as letras efectuam,logo a maneira como as sílabas deambulam pelo espaço também é importante. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;As várias opções disponíveis("&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;argument&lt;/span&gt;","&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;argument&lt;/span&gt;2","&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;flirt&lt;/span&gt;", "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;flirtcndt&lt;/span&gt;","&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;haha&lt;/span&gt;","&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;youandme&lt;/span&gt;","&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;arms&lt;/span&gt;","&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;poidog&lt;/span&gt;"), retratam uma realidade comum a vários casais: desentendimentos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O casal não consegue entrar em concordância, daí as palavras:"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;yes&lt;/span&gt;" e "no". Gera-se uma discussão, que é rapidamente ultrapassada. O desacordo é superado e os dois entram num estado de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;enamoramento&lt;/span&gt;. "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Youandme&lt;/span&gt;" expressa o sentimento de união, comum a ambos. "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Arms&lt;/span&gt;" corrobora a ideia de comunhão total,sendo que, os dois terminam juntos, como sempre deveriam ter estado. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-5793758691428647547?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5793758691428647547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5793758691428647547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/strings-dan-waber_09.html' title='Strings, Dan Waber'/><author><name>Sara cruz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-3067273771230415279</id><published>2008-12-09T20:50:00.000Z</published><updated>2008-12-09T20:51:18.538Z</updated><title type='text'>Clair de Lune (Debussy)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nesta obra, Stephen Malinowski tentou traduzir as propriedades do signo sonoro em representações gráficas. Clair de Lune, de Claude Debussy, foi a música escolhida por Malinowski para demonstrar que a notação musical se pode representar por uma notação gráfica. Para tal utilizou um código de cores que representa o âmbito, as escalas da composição e as diversas tonalidades do som.&lt;br /&gt;Analisando a representação gráfica criada por Malinowsky estamos perante um conjunto limitado de elementos em que a combinação dos sinais permite escrever as palavras. Também a notação passa pela utilização de pontos e o movimento de animação representa a passagem dos dedos pelo piano. Deste modo a notação musical é transcrita para outro código que se aproxima da escrita alfabética, uma vez que possui sistemas abstractos e arbitrários; escrita alfabética, essa, que isola na língua os sons significativos, cria um carácter para esses sons e que permite a representação da língua através da combinação de caracteres.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-3067273771230415279?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3067273771230415279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3067273771230415279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/clair-de-lune-debussy.html' title='Clair de Lune (Debussy)'/><author><name>Cristiana Domingues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-5443269004200566442</id><published>2008-12-07T16:33:00.000Z</published><updated>2008-12-07T16:59:23.757Z</updated><title type='text'>Strings - Dan Waber</title><content type='html'>Dan Waber nesta sua obra, dá-nos a conhecer uma discussão amorosa entre um casal.&lt;br /&gt;Discussão esta, relatada com o recurso a uma simples e banal linha, que se vai metamorfoseando nas fases mais variadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa 1ª fase desta discussão, há uma oposição de ideias que surgem com vários "Sim" e "Não" &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(argument)&lt;/span&gt;. De seguida, mais pacificamente  vão surgindo os "Talvez" (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;argument2)&lt;/span&gt;, que adivinham uma possível reconciliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Flirt)&lt;/span&gt;, os "Talvez" ganham cada vez mais enfâse. E, por conseguinte, em (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Flirt(cntd)) &lt;/span&gt;um nervoso "Sim" faz-se aparecer, onde deixa uma marca de afecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgem, então, as gargalhadas de cumplicidade (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;haha). &lt;/span&gt;Estas, vão ficando cada vez mais energéticas; a necessidade afectiva/emocional surge no casal em (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;youandme), &lt;/span&gt;em que os dois acabam nos braços de um e de outro (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;arms). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com "Words Are Like Strings That Pull Out Of My Mouth", Dan Waber termina com uma frase que é a essência de toda a sua obra, e uma ideia que pretende transmitir ao leitor. Ou seja, as palavras são como uma cadeia que estão interligadas, e só assim são compreensíveis.  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-5443269004200566442?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5443269004200566442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5443269004200566442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/strings-dan-waber.html' title='Strings - Dan Waber'/><author><name>Fábio Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_7UtzHu5UPGo/TA_FumUnLGI/AAAAAAAAABA/idDC4BYC5Vo/S220/DSC01337.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-3808075496820877647</id><published>2008-12-07T16:18:00.000Z</published><updated>2008-12-07T16:19:29.992Z</updated><title type='text'>Hegirascope</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hegirascope de Stuart Moulthrop levanta o problema do ritmo de leitura uma vez que o leitor se depara com um conjunto de textos que têm uma sequência temporal. Assim que se inicia a leitura do poema, além do texto principal, o leitor encontra quatro lexias que o transportam para outros momentos da narrativa. A temporização, em alguns casos muito “acelerada”, a que o texto está sujeito cria algumas dificuldades ao leitor para este ler e interpretar a obra, pois na maior parte das vezes não tem tempo para cpatar a mensagem. Deste modo cria-se uma relação entre o ritmo do texto e o ritmo de leitura. O texto adquire então uma dupla dimensão, autor e leitor: ao leitor é-lhe permitido interferir na obra e gerar as suas próprias sequências.&lt;br /&gt;Hegirascope é então uma obra semi-determinada na medida em que existe um conjunto de possibilidades predefinidas, mas apenas algumas se realizam, dependendo da escolha feita pelo leitor na sua intervenção. Assim a estrutura dos ficheiros permite que o leitor entenda a obra de diferentes maneiras.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-3808075496820877647?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3808075496820877647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3808075496820877647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/hegirascope.html' title='Hegirascope'/><author><name>Cristiana Domingues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-8556848120341281654</id><published>2008-12-05T09:44:00.000Z</published><updated>2008-12-05T09:45:34.238Z</updated><title type='text'>A revelação do corpo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Shelley Jackson apresenta-nos o seu corpo e as memórias e sensações associadas a cada uma das partes que o constituem na obra “My Body”. A imagem do corpo, dividido nos seus fragmentos distintos, é o índice da obra, mas cada um é livre de escolher o pecurso que segue para o conhecer. Podemos começar por uma perna, pelo cérebro, pelas tatuagens ou por qualquer outra parte e seguir em frente ou, algumas vezes, voltar atrás. O caminho para a descoberta do corpo é realizado, maioritariamente, através de experiências sensoriais (frequentemente dolorosas) associadas a memórias (muitas delas ligadas à infância) da autora. Mas o leitor não ganha apenas consciência das partes do corpo de Shelley Jackson. Apercebe-se também da existência do seu próprio corpo como colecção de diversos fragmentos e, simultaneamente, como uno. Independentemente do início e fim que escolhemos para a obra, somos inevitavelmente confrontados com a revelação de algo que sempre esteve presente mas de que nem sempre nos demos conta: o corpo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-8556848120341281654?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8556848120341281654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8556848120341281654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/revelao-do-corpo.html' title='A revelação do corpo'/><author><name>Maria Eduarda Eloy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-7380000522515510475</id><published>2008-12-05T00:54:00.000Z</published><updated>2008-12-05T01:05:33.607Z</updated><title type='text'>A escrita sobreposta de Bartolomé Ferrando</title><content type='html'>&lt;em&gt;La voz tiempla en el vacío tiempo hecho astillas desierto de palabras&lt;/em&gt;. É esta a mensagem que consigo descortinar no postal que tenho à minha frente. Estas palavras, escritas em acrílico sobre papel, estão sobrepostas parcialmente, sendo este o estilo de Bartolomé Ferrando. Este artista produziu um conjunto considerável de obras similares, utilizando sempre a mesma técnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma intenção nítida de confundir e fazer reflectir na obra de Ferrando. Em primeiro lugar, a própria sobreposição contribui para a não compreensão imediata da mensagem, ou então, para interpretações diversas, basta trocar a ordem das palavras. Por outro lado, temos a mensagem literal, propriamente dita, isto é, o significado das palavras, que nem sempre é inequívoco. Voz, código, linguagem, palavras são conceitos sempre presentes nas várias obras desta colecção. Pode-se antever uma reflexão profunda do autor acerca do significado das palavras e no sentido que elas têm quando estão juntas, ou, como gosta Bartolomé Ferrando, sobrepostas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-7380000522515510475?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/7380000522515510475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/7380000522515510475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/escrita-sobreposta-de-bartolom-ferrando.html' title='A escrita sobreposta de Bartolomé Ferrando'/><author><name>João A. Ribeiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-8049255881002030555</id><published>2008-12-03T23:30:00.000Z</published><updated>2008-12-03T23:55:01.868Z</updated><title type='text'>O Universo de Ana Maria Uribe</title><content type='html'>Sereias, centauros, primavera, inverno, escadas e mais escadas. Tudo isto e muito mais é o que podemos encontrar na vasta colectânea de &lt;em&gt;Anipoemas&lt;/em&gt; de Ana Maria Uribe. Baseada no grafismo das letras do alfabeto, esta autora constrói tudo e mais alguma coisa através de animações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos os F's a fazerem de escadas, os t's a representarem sereias, os P's a transformarem-se em R's durante uma ida ao ginásio, os h's lembrando centauros. É um autêntico universo criado por Ana Maria, dando vida e movimento às letras, sempre acompanhadas de uma banda sonora condizente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes &lt;em&gt;anipoemas&lt;/em&gt; o leitor torna-se íntimo das letras, acompanhando-as durante a primavera e o inverno, viajando de comboio com elas ou dançando um &lt;em&gt;pas de deux&lt;/em&gt;. Ana Maria Uribe lembra-nos que as letras não são só instrumentos de escrita, mas também podem ter dinamismo e, como se vê, uma vida própria, basta haver criatividade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-8049255881002030555?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8049255881002030555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8049255881002030555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/12/o-universo-de-ana-maria-uribe.html' title='O Universo de Ana Maria Uribe'/><author><name>João A. Ribeiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-3573324558596778993</id><published>2008-11-30T23:07:00.000Z</published><updated>2008-11-30T23:35:40.432Z</updated><title type='text'>A corda (string) da linguagem</title><content type='html'>Em &lt;em&gt;Strings &lt;/em&gt;deparamos com uma discussão entre um casal, algo de bastante prosaico. Há a primeira troca de ideias, por vezes bastante violenta e extremada, em que se digladiam pontos de vista diferentes (&lt;em&gt;argument&lt;/em&gt;). Segue-se uma fase menos conflituosa &lt;em&gt;(argument2&lt;/em&gt;)&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; em que se põe em cima da mesa um possível ponto de acordo, contudo nenhuma das partes quer ceder. É cedo para isso, mas a presença de um maybe deixa em aberto uma reconciliação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lexias seguintes [&lt;em&gt;flirt&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;flirt (cntd)&lt;/em&gt;] representam isso mesmo. Os argumentos que a princípio se contrariavam e entravam em colisão, depressa se fundem numa mesma razão, o amor. O par parece que se esquece dos motivos que conduziram à discussão e entra no campo da brincadeira e do companheirismo (&lt;em&gt;haha&lt;/em&gt;). É nesta fase que se fazem as juras de amor e se apela à união do casal, como forma de combater as divergências próprias de uma vida a dois (&lt;em&gt;youandme&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Your arms (around) me&lt;/em&gt;, é a frase que marca a lexia seguinte desta obra hipermédia. É fácil visualizar o casal, após a discussão e a reconciliação, abraçado, sem pensar em mais nada e contente por ter ultrapassado a crise. Dan Waber conclui a sua obra com o seguinte epíteto: &lt;em&gt;words are like strings that pull out of my mouth&lt;/em&gt;. Pretende-se mostrar como tudo aquilo que dizemos está interligado com o que acabámos de dizer, isto é, há como que uma corda invisível que liga todas as nossas palavras e frases. Aliás, essa ideia está presente em &lt;em&gt;Strings&lt;/em&gt; na forma como as palavras aparecem escritas com a mesma linha, ou corda. A linguagem funciona como um todo, unido e racional, e esta sua continuidade é essencial para a sua compreensão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-3573324558596778993?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3573324558596778993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3573324558596778993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/corda-string-da-linguagem.html' title='A corda (string) da linguagem'/><author><name>João A. Ribeiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-4837031089871766760</id><published>2008-11-25T21:44:00.001Z</published><updated>2008-11-25T22:35:50.614Z</updated><title type='text'>Rui Torres,Amor de Clarice...(aulas anteriores)</title><content type='html'>Rui Torres tentou reconstruir o poema de Clarice inspector como um conto contínuo verbal,numa tentativa de interpreta-lo e reescreve-lo através de expressões retiradas do texto que se sucedeu utilizando meios em é combinado o hipertexto,a voz a música e o vídeo.&lt;br /&gt;Rui segmentou o texto e fraqmentou todas as frases e expressões de palavras que ocorreu no conto que foram retirados do contexto original,recombinando por fim todos estes fragmentos.Este processo de leitura no modo digital trabalha essencialmente com a aletoriedade destes fragmentos que estão encadeados numa ordem pré defenida,prefilando uma espécie de índice introdutório deste conto ao qual,o leitor pode clicar e arrastar as palavras para ouvir o texto.Nesta sequencia, a frase que se ouve,é aquela em que posso defenir das palavras de uma forma descontínua,contrariando a forma linear do texto numa liberdade de escolha.&lt;br /&gt;A passagem do início para o fim deste poema hipertextual é acompanhado também pela sequência temporal da narrativa original em que temos o início formado pelas "compras",depois a referência a apresentação das personagens nas primeiras linhas, e depois há "uma perigosa hora da tarde"a partir dalí , há outro grande momento que está la fora que é desencadeada pelo resto da história deste conto.&lt;br /&gt;Encontramos de facto no próprio texto uma leitura da interpretação de centro através destes momentos, a que desapareceram muitas ligações de onde as frases foram transformadas em pedaços de frases,onde elas não deixam de ter uma certa repetição sonora desta narrativa transformada neste fantástico poema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-4837031089871766760?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4837031089871766760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4837031089871766760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/rui-torresamor-de-clariceaulas.html' title='Rui Torres,Amor de Clarice...(aulas anteriores)'/><author><name>Diogo Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-5702684268849868053</id><published>2008-11-24T22:00:00.001Z</published><updated>2008-11-24T22:47:00.615Z</updated><title type='text'>A ligação como essência da narrativa...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Hegiroscope&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; é um poema hipermédia, em que cada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;lexia&lt;/span&gt; está temporizada. O poema abarca uma infinidade de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;lexias&lt;/span&gt;, sendo que, cada uma delas contém quatro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;hiperligações&lt;/span&gt;. Todas as narrativas hipermédia problematizam o fenómeno da ligação, uma vez que, as ligações são o garante da percepção do sentido. A ligação é a essência da narrativa, logo a possibilidade de produzir sentido depende das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;hiperligações&lt;/span&gt;.O poema &lt;em&gt;Hegirascope&lt;/em&gt;, sem as respectivas hiperligações seria imperceptível para o leitor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;experiência&lt;/span&gt; do sentido é como que a criação de um puzzle: para conseguirmos criar algo com sentido, é necessário juntar os vários fragmentos. Uma vez que, o nosso modo de produzir sentido não é fragmentário, torna- se mais complicado entender a poesia hipermédia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-5702684268849868053?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5702684268849868053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5702684268849868053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/ligao-como-essncia-da-narrativa.html' title='A ligação como essência da narrativa...'/><author><name>Sara cruz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-2738322470850074987</id><published>2008-11-24T21:36:00.003Z</published><updated>2008-11-26T11:48:36.162Z</updated><title type='text'>Enigma N - Jim Andrews</title><content type='html'>“Do Latim; Signficatu. Palavra ou frase equivalente em outra forma de linguagem.”&lt;br /&gt;Jim Andrews, em seu poema, Enigma N, propõe nos diferentes formas de linguagem para desmistificar a palavra MEANING (significado) que está exposta como a questão do problema. Interagindo na obra, o leitor tem total poder de movimentar as letras da tal palavra através de variados movimentos, podendo pará-las a hora em que bem entender. Dessa forma, o leitor consegue criar o seu significado através do significado; pois tal palavra não é sólida, não está somente definida para definir, é muito mais ampla e consiste uma dimensão.&lt;br /&gt;O significado vai além de sua tradução. Ele que está presente em tudo aquilo que nos rodeia; o sentido existe no sistema; na leitura, nas imagens, nos sons, nas cores, enfim, tudo é o sentido. Ele movimenta, modifica, renova nossa linguagem, nossas codificações, ele é aquilo que cada um quer que seja. Com esse “jogo de letras” com a palavra “meaning”, Jim Andrews tenta nos mostrar que cada qual é capaz de criar o seu sentido, pois este não é sólido, estável, é maleável. Ou seja, através de seu poema, o autor nos permite “N” possibilidades para a construção do nosso sentido, “N” este que nada mais é do que infinito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-2738322470850074987?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/2738322470850074987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/2738322470850074987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/enigma-n-jim-andrew.html' title='Enigma N - Jim Andrews'/><author><name>Gabriela Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_9wVdIPox2ak/SPO3nfU7jnI/AAAAAAAAAH0/CZpTx3TNm9M/S220/071.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-5548801997084679415</id><published>2008-11-24T20:52:00.000Z</published><updated>2008-11-24T21:59:11.187Z</updated><title type='text'>A vida como um labirinto...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Luís B&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;orges&lt;/span&gt;, autor do &lt;em&gt;Jardim dos caminhos que se bifurcam, &lt;/em&gt;construiu uma trama que tem tanto de magnifico como de complicado. Não é fácil decifrar a mensagem por detrás das suas palavras. O conto começa com o relato da perseguição a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Yu&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Tsun&lt;/span&gt;- encetada por R&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ichard&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Madden&lt;/span&gt;. Em toda a obra está presente a noção de labirinto, no tempo e no espaço. " Ninguém pensou que livro e labirinto eram um único objecto". A ideia da semelhança estrutural entre um livro e um labirinto é expressa no conto. Há uma bifurcação dos desenlaces possíveis. "(...) sempre que um um homem se defronta com diversas alternativas,opta por uma e elimina as outras(...)". A noção de tempo, sendo assim, é algo infinito; é como se todos nós já &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;tivessemos&lt;/span&gt; sido outras pessoas no passado. As nossas escolhas não são fixas,nem imutáveis. O que somos hoje, podemos não o ser num futuro próximo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-5548801997084679415?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5548801997084679415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5548801997084679415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/vida-como-um-labirinto.html' title='A vida como um labirinto...'/><author><name>Sara cruz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-6493630817075166204</id><published>2008-11-24T19:51:00.000Z</published><updated>2008-11-24T20:03:06.693Z</updated><title type='text'>O Edifício de Melo e Castro (PO.EX)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SSsHqgC2Z8I/AAAAAAAAANI/WSuUQzoR8aI/s1600-h/alex_rendering-sm.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 301px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SSsHqgC2Z8I/AAAAAAAAANI/WSuUQzoR8aI/s320/alex_rendering-sm.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272316215505086402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Edifício é um anipoema interessante criado por Melo e Castro e digitalizado por Rui Torres. O autor assume que o edifício é a união entre o cimento e o ferro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No decorrer do anipoema o cimento e o ferro parecem fundir-se, enquanto saboreiam uma cúmplice dança. Essa dança é a fusão dos dois, o seu "casamento". Podem ser movidos para os lados, arrastados para a frente ou para trás, contudo continuam unidos pelo voto que fizeram, como se fosse impossível separar os dois daquela dança. Essa dança que Melo e Castro constrói é o Edifício, que surge da união do cimento e do ferro, é esse o fruto da sua relação dançante, um edifício, em que a compleição e união entre o cimento e o ferro é perfeita, impossível de se desintegrar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;É a visão de poeta (única, mágica), que transforma a ligação tão especial, tão avassaladora que nos passa ao lado. Mostra que nem tudo o que é óbvio não possa ter a sua magia, a sua beleza... Este casamento entre o cimento e o ferro, a sua forte ligação, é o eixo do edifício, a sua força. Um edifício não é só cimento ou ferro, é a simbólica e bela união entre os dois... Uma ligação tão forte, tão coesa, tão eterna...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-6493630817075166204?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6493630817075166204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6493630817075166204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/o-edifcio-de-melo-e-castro-poex.html' title='O Edifício de Melo e Castro (PO.EX)'/><author><name>João Gaspar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SvCl2YMKvsI/AAAAAAAAAUk/hOYtSxIhPpE/S220/Think+on.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SSsHqgC2Z8I/AAAAAAAAANI/WSuUQzoR8aI/s72-c/alex_rendering-sm.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-8901539615211449249</id><published>2008-11-22T20:02:00.001Z</published><updated>2008-11-28T21:49:34.467Z</updated><title type='text'>Shelley Jackson - Marcas do Corpo, Marcas da Vida...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SShnLv9HmsI/AAAAAAAAANA/8jKcU_BxNMs/s1600-h/title.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 186px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SShnLv9HmsI/AAAAAAAAANA/8jKcU_BxNMs/s320/title.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271576815386204866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Shelley Jackson em "My Body - a wunderkammer" mostra toda a beleza da hipertextualidade e as possibilidades que ela nos dá.&lt;br /&gt;Um corpo de mulher é estampado no meio do nosso ecrã, encontra-se "dissecado". Shelley Jackson mostra-o aos leitores como um índice, em que as mãos, os joelhos ou a pele são apenas páginas de um corpo transformado em livro.&lt;br /&gt;Com esse livro, Shelley tenta chegar ao leitor, contar-lhe a história de cada parte do seu corpo, explicar o porquê de cada marca, o porquê de cada parte ser-lhe tão especial, tão merecedora de uma história.&lt;br /&gt;Contudo, a meu ver, o grande objectivo de Shelley Jackson com a criação de "My Body - a wunderkammer" é mostrar que a história do seu corpo é a história da sua vida, a construção do seu corpo é a construção do seu ser... Ao lermos cada história do seu corpo, vamos conhecendo Shelley Jackson, vamo-la descobrindo.&lt;br /&gt;O que marca o corpo de Shelley não são preferencialmente sensações agradáveis, mas marcas de sofrimento, de agonia. As dores de cabeça, as cicatrizes, o sangue, as feridas. São tudo amostras de dor. Porquê? Porque é que Shelley Jackson conta a história do seu corpo baseada em sensações agonizadas?&lt;br /&gt;A vida é um misto de boas e más sensações, mas quais são aquelas que nos constroem? Quais são aquelas que nos marcam e nos ajudam a formarmo-nos enquanto pessoas? É com essa visão que Shelley Jackson nos deixa. As marcas do nosso corpo, aquelas que nos fazem crescer, são assentes na dor. As marcas que não nos abandonam são aquelas que "sangraram", são marcas do nosso corpo, são marcas da nossa vida...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-8901539615211449249?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8901539615211449249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8901539615211449249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/shelley-jackson-marcas-do-corpo-marcas.html' title='Shelley Jackson - Marcas do Corpo, Marcas da Vida...'/><author><name>João Gaspar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SvCl2YMKvsI/AAAAAAAAAUk/hOYtSxIhPpE/S220/Think+on.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SShnLv9HmsI/AAAAAAAAANA/8jKcU_BxNMs/s72-c/title.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-6668875823630377872</id><published>2008-11-22T19:55:00.000Z</published><updated>2008-11-22T20:02:28.617Z</updated><title type='text'>O Labirinto de Jorge Luís Borges</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SShlRm_esnI/AAAAAAAAAM4/K_3SgI1QN1I/s1600-h/Maze+Garden.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 283px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SShlRm_esnI/AAAAAAAAAM4/K_3SgI1QN1I/s320/Maze+Garden.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271574717036147314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conto "O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam" é um autêntico labirinto, onde o espaço e o tempo fazem de sebes altas, contornando os caminhos desse jardim, alimentando o trama que se vai desenvolvendo ao longo do conto.&lt;br /&gt;A história desenvolve-se durante uma guerra, onde o clima de grande instabilidade e insegurança revela que esta pode terminar a qualquer momento. Uma informação importante pode ser revelada, delineando o desfecho da guerra e o fracasso de uma das partes. É nesse momento que Jorge Luís Borges dá o poder às personagens de desenvolverem inúmeras possibilidades que o destino da informação pode tomar. Essas possibilidades transformam-se nas sebes do labirinto criado, dando cada uma, um desfecho totalmente diferente.&lt;br /&gt;Jorge Luís Borges acaba por demonstrar que um simples e pequeno gesto, pode determinar o destino de algo de maior importância. São os pequenos detalhes que elaboram a História, podendo determinar o fim ou início, a verdade ou a mentira, a vida ou a morte. Jorge Luís Borges eleva esses pequenos detalhes e transforma-os em passos decisivos para o final de uma história, para o final de uma guerra. São esses detalhes que pautam o nosso presente, mostrando-nos o caminho a seguir, eliminando caminhos desse labirinto que é a vida. São esses detalhes que desenham a nossa vida, a vida do Homem.  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-6668875823630377872?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6668875823630377872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6668875823630377872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/o-labirinto-de-jorge-lus-borges.html' title='O Labirinto de Jorge Luís Borges'/><author><name>João Gaspar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SvCl2YMKvsI/AAAAAAAAAUk/hOYtSxIhPpE/S220/Think+on.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SShlRm_esnI/AAAAAAAAAM4/K_3SgI1QN1I/s72-c/Maze+Garden.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-1818281331857669127</id><published>2008-11-22T14:02:00.001Z</published><updated>2008-11-22T14:04:39.396Z</updated><title type='text'>O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam…</title><content type='html'>Este conto, da autoria de Jorge Luís Borges, alerta o leitor para a multiplicidade do sentido, isto é para as inúmeras bifurcações que este pode ter. É também um conto labiríntico uma vez que existe um grande número de bifurcações entre tempo e espaço. A trama em si desenvolve-se num clima de grande instabilidade; estamos no meio de uma guerra em que há alguém que possui uma informação bastante importante, que condicionará o desfecho desta guerra, e que foge de Richard Madden, o capitão. Com toda esta agitação as personagens começam a pensar em várias possibilidades que o seu destino pode tomar. Estas possibilidades não são mais que o resultado da escolha de determinadas bifurcações do “labirinto” e condicionam todo o desfecho, pois uma escolha pode revelar-se crucial e criar assim vários desfechos.&lt;br /&gt;Assim, podemos concluir que as selecções de caminhos que vamos fazendo ao longo da nossa vida têm implicância no nosso futuro, se é que ele existe. Este labirinto, que é a vida, é o resultado de todas as opções que vamos tomando, dos caminhos que seguimos, e quando esta vida termina a única lembrança, o único rasto dela é deixado pra os nossos descendentes, ou para alguns deles e “não a todos”, tal como o disse Ts’ui Pen.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-1818281331857669127?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1818281331857669127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1818281331857669127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/o-jardim-dos-caminhos-que-se-bifurcam_9385.html' title='O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam…'/><author><name>Cristiana Domingues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-3209578103349434225</id><published>2008-11-18T17:11:00.002Z</published><updated>2008-11-19T21:13:49.526Z</updated><title type='text'>Um espelho de si mesma</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A obra digital Mybody: a wunderkammer, é um retrato físico e psicológico da própria autora, Shelley Jackson. Ela utiliza a imagem do seu corpo como meio de dar a conhecer ao leitor um pouco de si própria. Essa mesma imagem funciona como um espelho da sua alma pois, ao visitarmos as diferentes partes do seu corpo, temos a possibilidade de descobrir um pouco mais da sua vida, como aquilo que a faz chorar, sorrir...&lt;br /&gt;A forma como Shelley Jackson construiu esta narrativa, ou seja, a forma como conta a sua vida repartindo as fases pelas diferentes zonas do corpo, permite ao leitor escolher por onde quer começar e onde quer acabar. Deste modo, cabe-lhe deambular pelas partes mais interessantes da fisionomia da autora, traçando o seu próprio percurso.&lt;br /&gt;Sendo o texto semi determinado, a materialidade textual varia de leitor para leitor, dependendo da relação que cada um estabelece com o próprio texto. Assim sendo, Mybody: wunderkammer é uma obra ergódica.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-3209578103349434225?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3209578103349434225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3209578103349434225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/um-espelho-de-si-mesma.html' title='Um espelho de si mesma'/><author><name>Emílio Fuentes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-5838437432278680374</id><published>2008-11-18T16:58:00.000Z</published><updated>2008-11-18T17:00:02.069Z</updated><title type='text'>O Jogo do Sentido</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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O sentido não é algo concreto e intocável, mas sim algo que está sempre em transformação, uma vez que cabe a cada um de nós a tarefa de atribuir sentido às coisas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: normal; font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Neste poema, o leitor tem a possibilidade de escolher a forma como o quer ler ou interpretar, pois o autor disponibiliza-lhe um vasto leque de opções que lhe permitem colocar o poema em movimento, com maior ou menor velocidade, entre outras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: normal; font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;A crença do autor de que o sentido é um enigma é expressa pelo mesmo, tanto no título do poema – &lt;i style=""&gt;Enigma N-&lt;/i&gt;, como no jogo que faz com a palavra &lt;i style=""&gt;meaning. &lt;/i&gt;Assim, cada um dos leitores vai interpretar o poema de forma diferente, construindo o seu próprio sentido com a ajuda da palavra &lt;i style=""&gt;meaning.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: normal; font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;O sentido é uma pintura abstracta, na medida em que depende de nós próprios a sua descodificação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-5838437432278680374?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5838437432278680374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5838437432278680374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/o-jogo-do-sentido.html' title='O Jogo do Sentido'/><author><name>Emílio Fuentes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-2573725371167169776</id><published>2008-11-16T21:45:00.000Z</published><updated>2008-11-16T23:15:12.304Z</updated><title type='text'>My Body, Shelley jackson</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;My body&lt;/em&gt; é uma história sobre o corpo humano.&lt;br /&gt;A autora contrói uma narrativa, tendo como referência os acontecimentos relacionados com cada parte do seu corpo. O auto-retrato da narradora é dado através da segmentação de diferentes partes do corpo. Temos a possibilidade de explorar o seu íntimo, uma vez que, associada a cada parte do seu corpo, existe uma ligação a uma memória. Cada lexia tem pelo menos uma ligação, logo, o leitor é livre de navegar entre os diversos relatos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Geralmente, pensamos o corpo como um todo, a consciência das suas partes, acontece quando o corpo é marcado por alguma experiência de dor e\ou prazer. No nosso corpo estão "escritos" alguns dos acontecimentos que marcaram a nossa experiência pessoal, tais como: uma cicatriz de uma operação, as marcas de uma gravidez, a amputação de um membro, entre outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este é um poema sobre a interpretação que cada um faz do seu corpo,bem como o sentimento que cada parte provoca no seu íntimo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-2573725371167169776?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/2573725371167169776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/2573725371167169776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/my-body-shelley-jackson.html' title='My Body, Shelley jackson'/><author><name>Sara cruz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-1582480411729561752</id><published>2008-11-16T19:42:00.001Z</published><updated>2008-12-25T17:48:54.779Z</updated><title type='text'>"My Body - A Wunderkammer"</title><content type='html'>"My Body - A Wunderkammer" define-se como uma caracterização corporal, bastante permonorizada, da autora.&lt;br /&gt;Acedendo a este poema, o leitor tem a oportunidade de encontrar as várias partes do corpo de Shelley Jackson acompanhadas com uma caracterização permonorizada acerca dessas mesmas partes.&lt;br /&gt;A autora relaciona as suas partes do corpo com determinados momentos da sua vida, nomeadamente, a sua infância e o momento em que realmente conheceu o seu corpo.&lt;br /&gt;A existência deste paralelismo entre o corpo da autora e a sua própria vida, permite ao leitor um conhecimento mais profundo de Shelley Jackson e atribuiu ao poema um carácter autobiográfico. A forma como o poema nos surge permite, também, ao leitor, uma liberdade de leitura e interpretação acerca da obra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-1582480411729561752?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1582480411729561752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1582480411729561752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/my-body-wunderkammer_16.html' title='&quot;My Body - A Wunderkammer&quot;'/><author><name>Andrea Vale</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-2093078546529945234</id><published>2008-11-16T19:12:00.001Z</published><updated>2008-11-16T19:26:51.464Z</updated><title type='text'>"Enigma n" de Jim Andrews</title><content type='html'>"Enigma n" de Jim Andrews revela-se como um excelente retrato quando nos referimos à tranformação literária em consequência da evolução tecnológica.&lt;br /&gt;Ao analisarmos esta obra deparamo-nos com um conjunto de sete letras que, possivelmente ordenadas, constituirão uma palavra, um significado. E é precisamente neste momento que se inicia a acção do leitor enquanto interveniente e participante desta obra.&lt;br /&gt;Ordenando estas sete letras formamos, entao a palavra &lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;meaning &lt;/span&gt;- significado em português.&lt;br /&gt;Penso que não existe melhor palavra para podermos inserir neste poema de Jim Andrews já que, não só nesta obra como em tudo aquilo que nos rodeia, está patente a ideia de que o Mundo é resultante das interpretações que cada individuo faz e está dependente da representação individual acerca desse mesmo Mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-2093078546529945234?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/2093078546529945234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/2093078546529945234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/enigma-n-de-jim-andrews-revela-se-como.html' title='&quot;Enigma n&quot; de Jim Andrews'/><author><name>Andrea Vale</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-6494374062847728142</id><published>2008-11-16T19:00:00.001Z</published><updated>2008-11-16T19:40:40.151Z</updated><title type='text'>" O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam"</title><content type='html'>A forma como toda esta obra literária é estrturada sugere, ao leitor, uma ideia de labirinto, onde se verifica a existência de tempos paralelos, pelo simples facto de o individuo não ter a capacidade e possibilidade de se encontrar em vários espaços ao mesmo tempo - a bifurcação.&lt;br /&gt;O facto de existir uma fonteira entre o tempo e espaço leva o ser humano à construção da sua própria realidade, formando-se vários conceitos acerca do mesmo Mundo.&lt;br /&gt;Na minha opinião, o principal objectivo desta obra, que se insere nas narrativas combinatórias, é dar a possibilidade ao leitor de elaborar a sua própria interpretação perante aquilo que observa, tendo como base o seu "Mundo", e dar-lhe a possibilidade de intervir, activamente, na obra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-6494374062847728142?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6494374062847728142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6494374062847728142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/o-jardim-dos-caminhos-que-se-bifurcam_16.html' title='&quot; O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam&quot;'/><author><name>Andrea Vale</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-8873898763578225206</id><published>2008-11-16T16:34:00.000Z</published><updated>2008-11-16T17:01:38.627Z</updated><title type='text'>"My Body - a wunderkammer"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    "My Body - a wunderkammer" de Shelley Jackson revela como a autora foi ficando consciente das diferentes zonas do seu corpo. Inicialmente, o leitor depara-se com uma ilustração de um corpo feminino, representando a narradora. Tratando-se de um hipertexto, a ilustração encontra-se repleta de destaques às diferentes partes do corpo que dão acesso às respectivas narrativas. É aqui que o leitor fica a conhecer como a autora ficou consciente de cada zona do seu corpo. Para tal, a narradora recorre a descrições, comparações e recordações do seu passado, onde a dor, o prazer e todo o tipo de sentimentos são a causa para esta consciencialização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Relativamente à forma da obra, podemos considerá-la labiríntica, na medida em que permite realizar movimentos recursivos e progressivos. Na imagem inicial do corpo feminino, que podemos comparar a um mapa, o leitor vê-se livre para escolher a parte do corpo que deseja desvendar, sem qualquer ordem ou sequência obrigatória. Após essa escolha, o leitor continua a ter à sua disposição diferentes caminhos: tanto pode voltar à imagem inicial, como pode optar pelas hiperligações a outras partes do corpo relacionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A obra encontra-se semi-determinada, a autora disponibiliza uma multiplicidade de percursos, mas cabe ao leitor a escolha do caminho, provocando deste modo mudanças no texto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-8873898763578225206?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8873898763578225206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8873898763578225206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/my-body-wunderkammer.html' title='&quot;My Body - a wunderkammer&quot;'/><author><name>Ana Simões</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-6905588510333315730</id><published>2008-11-15T19:30:00.000Z</published><updated>2008-11-15T19:31:51.130Z</updated><title type='text'>Shelley Jackson: “My Body - A WunderKammer”</title><content type='html'>“My Body – A WunderKammer”. É exactamente sobre o corpo da autora que nos fala este poema. Construído tendo por base o hipertexto, neste poema Shelley Jackson apresenta o seu corpo ao leitor como um todo e repartido pelos diferentes membros. No entanto ela vai mais longe ainda e dá a conhecer ao leitor pequenas histórias relacionadas com cada membro do seu corpo, isto é, pequenos acontecimentos, maioritariamente da sua infância, a partir dos quais tomou consciência das diferentes partes do corpo. Estas pequenas narrativas são como que uma biografia da autora uma vez que o seu conteúdo diz respeito a algumas vivências da sua infância. No entanto para aceder a elas o leitor necessita intervir na obra, como é típico em obras de ficção ergótica, como é o caso&lt;br /&gt;Todo o poema consiste num elevado número de hiperligações que transportam o leitor de uma parte do corpo para outra, seguindo uma sequência à sua escolha. Essas hiperligações tanto podem estar sobre os diferentes membros do corpo como no pequeno texto que, de certa forma, caracteriza cada membro; a sequência de leitura, apesar de escolhida pelo leitor, é limitada, uma vez que este está condicionado pelas opções de leitura fornecidas pela autora, ou seja, pelas hiperligações por ela criadas. Sendo assim existem várias sequências de leitura mas nem todas são exploradas.&lt;br /&gt;Com este tipo de poema, a autora, além de dar a conhecer ao leitor alguns dos seus dados biográficos, faz com que este se reveja em alguns aspectos e desenvolva um processo de “auto-conhecimento” das partes do seu corpo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-6905588510333315730?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6905588510333315730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6905588510333315730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/shelley-jackson-my-body-wunderkammer.html' title='Shelley Jackson: “My Body - A WunderKammer”'/><author><name>Cristiana Domingues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-5557071164740871337</id><published>2008-11-13T17:31:00.000Z</published><updated>2008-11-13T18:00:58.044Z</updated><title type='text'>O labirinto corporal de Shelley Jackson</title><content type='html'>Na obra "&lt;span style="font-style: italic;"&gt; My Body: a Wunderkammer",&lt;/span&gt; Shelley Jackson faz uso do hipertexto para dar a conhecer as mais variadas histórias que fazem parte do seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem feminina desnudada,  com a legendagem das mais variadas partes do corpo humano, num formato a preto e branco, desde a cabeça até ás unhas dos pés, é  apresentada  ao clicar na imagem de fundo que inicia o site.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de hiperligações, que se encontram pelo corpo inteiro, o leitor pode deambular por um auntêntico "Labirinto Corporal". Pois, este formato hipertextual possibilita a quem nele divaga, a descoberta de memórias que a sua autora confere ao corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, o leitor pode navegar por um mundo de memórias e recordações, que o possibilita de conhecer um pouco mais acerca da sua autora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-5557071164740871337?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5557071164740871337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5557071164740871337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/o-labirinto-corporal-de-shelley-jackson.html' title='O labirinto corporal de Shelley Jackson'/><author><name>Fábio Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_7UtzHu5UPGo/TA_FumUnLGI/AAAAAAAAABA/idDC4BYC5Vo/S220/DSC01337.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-4286596913577190859</id><published>2008-11-13T01:12:00.000Z</published><updated>2008-11-13T01:44:42.142Z</updated><title type='text'>Viagem pelo corpo de Shelley Jackson</title><content type='html'>Um corpo, muitas estórias. Poderia resumir-se desta forma a obra de Shelley Jackson &lt;em&gt;"My Body - a Wunderkammer"&lt;/em&gt;. Com a sua própria anatomia como ponto de partida, a autora relata episódios da sua vida ao mesmo tempo que partilha sensações e emoções. É possível criar uma empatia através das histórias contadas por Shelley, pois há um imediato reconhecimento de nós próprios nelas. Quem nunca esfolou os joelhos e brincou com as feridas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Navegando pelas várias lexias o leitor fica a conhecer um pouco mais de Shelley Jackson. Desde a cabeça até às unhas dos pés, o diagrama do seu corpo está preenchido com hiperligações que conduzem a descrições que derivam invariavelmente para histórias simples, quase infantis. &lt;em&gt;"My Body"&lt;/em&gt; é um hipertexto profícuo em imagens. Não só em imagens gráficas que representam as várias partes do corpo humano, mas também em imagens literais. Os textos de Jackson estão recheados de belas metáforas e comparações, permitindo ao leitor atingir aquilo que a autora pretende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada texto, associado a cada uma das partes do corpo, há várias hiperligações que transportam o leitor para outras partes, sendo bastante perceptível a estrutura labiríntica desta obra. Desta forma, Shelley Jackson dota o seu corpo de uma unidade que, de outra forma, não seria possível. Das axilas podemos navegar directamente para as pernas de Shelley Jackson; com apenas um clique ficamos de imediato a saber as histórias que rodeiam as suas pernas. Em que outro corpo poderia isto acontecer?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-4286596913577190859?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4286596913577190859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4286596913577190859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/viagem-pelo-corpo-de-shelley-jackson.html' title='Viagem pelo corpo de Shelley Jackson'/><author><name>João A. Ribeiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-3194874305125870484</id><published>2008-11-12T23:56:00.000Z</published><updated>2008-11-13T00:12:53.287Z</updated><title type='text'>“My Body - A WunderKammer” de Shelley Jackson</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;     Ao contrário do que se passa com os livros, que apresentam uma sequência narrativa lógica e ordenada, a hiperficção assenta na estrutura labiríntica, dando assim ao leitor a possibilidade de criar o seu próprio percurso de leitura.&lt;br /&gt;    “My Body – A WunderKammer” assenta então nessa estrutura labiríntica. O leitor é confrontado com o desenho de um corpo feminino e, a partir daí, pode aceder a um conjunto de textos que estão ligados a cada parte do corpo. No entanto, ainda dentro desses textos, o leitor encontra hiperligações que o podem levar para outras partes do corpo, ou seja, para outras narrativas.&lt;br /&gt;     Podemos encarar esta obra como autobiográfica, pois a autora associa cada parte do seu corpo a um episódio da sua infância; cada parte representa para ela uma sensação, e é essa sensação que está associada à sua vida. Pois foi com as diferentes sensações que cada parte do corpo lhe proporcionou, que ela tomou consciência do seu corpo, não só como um todo, mas também cada parte por si só; pois cada parte significa uma sensação diferente, que resulta aqui como uma recordação. Há então a descrição de uma parte do corpo associada a uma sensação, que ela remete para lembranças.&lt;br /&gt;    O corpo surge-nos fragmentado, dividido, e á medida que o leitor vai clicando nas suas diferentes partes, é como se acedesse a diferentes episódios da vida da autora. No entanto não podemos definir um espaço temporal, pois não sabemos exactamente que momentos da sua infância ela dá a conhecer, toda a obra se pode resumir a um único dia, a um mês, ou até a um ano.&lt;br /&gt;     Penso que a obra não está assim representada por mero acaso, com esta estrutura a autora mostra-nos que o próprio corpo pode funcionar como um livro, onde o leitor pode escolher a parte que quer desvendar primeiro, é ele que traça o rumo da narrativa. Esta forma de narrativa permite ainda intensificar o conceito de fragmentação que está subjacente a toda a obra, pois cada parte existe em separado. Apesar de todas as partes poderem estar interligadas, nomeadamente através das hiperligações, podem também existir separadamente, o leitor tanto pode optar por ler todas as narrativas, como pode ler apenas algumas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-3194874305125870484?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3194874305125870484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3194874305125870484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/my-body-wunderkammer-de-shelley-jackson.html' title='“My Body - A WunderKammer” de Shelley Jackson'/><author><name>Aldara Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-2876628730452644145</id><published>2008-11-12T10:43:00.001Z</published><updated>2008-11-12T10:46:29.926Z</updated><title type='text'>"O jardim dos caminhos que se bifurcam"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Deixo aos meus porvires (não a todos) o meu jardim dos caminhos que se bifurcam.”&lt;br /&gt;O labirinto de Ts’ui Pen surge nesta trama de espiões como alegoria à divisão do espaço e do tempo em múltiplas realidades. O que é possível numa realidade não o será noutra, porque as circunstâncias dos acontecimentos variam de universo para universo. O próprio Stephen Albert, personagem que descobriu o segredo da obra de Ts’ui Pen, refere-se a diferentes possibilidades de desenlace do mesmo evento em tempos paralelos: “Neste [tempo], que um favorável acaso me proporciona, você chegou a minha casa; noutro, você, ao atravessar o jardim, deu comigo morto; e noutro, eu digo estas mesmas palavras, mas sou um erro, um fantasma.” (…) “Num deles sou seu inimigo.”&lt;br /&gt;Tal como Ts’ui Pen, ao referir que não deixa (ou não pode deixar) o seu legado a todos os futuros, Stephen Albert afirma que um indivíduo pode não existir em todas as realidades. O tempo bifurca-se a partir das escolhas de cada indivíduo, dando origem exponencial a outros tempos, num continuum infinito.&lt;br /&gt;Mesmo antes de ser confrontado com a obra do seu antepassado, Yu Tsun, personagem principal, caminha pelo seu próprio labirinto espaço – temporal. Ao dirigir-se para a casa de Stephen Albert, o espião depara-se com as sucessivas bifurcações ao longo do percurso. Poderia escolher qualquer outro curso para a sua história, mas opta por completar a sua missão final para os alemães, no ano de 1916.&lt;br /&gt;O conto de Jorge Luís Borges permite-nos, portanto, reflectir acerca da importância da escolha no desenho da vida e do labirinto invisível que se tece a cada passo que se dá. A obra acaba por ser uma metáfora para ela própria, ao suscitar no leitor a reflexão sobre os vários tempos possíveis e é também um óculo que nos permite contemplar um labirinto dentro de outro labirinto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-2876628730452644145?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/2876628730452644145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/2876628730452644145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/o-jardim-dos-caminhos-que-se-bifurcam.html' title='&quot;O jardim dos caminhos que se bifurcam&quot;'/><author><name>Maria Eduarda Eloy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-1311410841373075310</id><published>2008-11-11T18:29:00.000Z</published><updated>2008-11-11T18:32:30.350Z</updated><title type='text'>“Enigma N” – Jim Andrews</title><content type='html'>“Enigma N”, de Jim Andrews, é um poema concreto que chama a atenção do leitor para a instabilidade e multiplicidade do sentido. É um poema que tenta responder à questão “O que é o sentido?” e que consiste no movimento e interacção das letras da palavra “MEANING”, através da intervenção do leitor. Assim o enigma do texto é o sentido, a possibilidade de gerar sentido.&lt;br /&gt;O poema inicia-se mesmo com essa palavra, “MEANING” - anagrama do título do poema, “Enigma N “, sobreposto, ao centro, num fundo de cor preta. Para que o leitor compreenda o poema, o autor deu-lhe uma sequência de leitura através de três opções. Com a exploração do texto vão aparecendo novas opções que operam novas alterações no poema, alterando assim o movimento e o aspecto deste: a intensidade e a trajectória dos movimentos das letras modificam-se bem como as cores destas. Uma das opções (0/1) pára todos os movimentos das letras formando mais do que um padrão. Esses padrões não estão predefinidos, dependem do momento em que o autor clica com o cursor sobre o poema, permitindo que o leitor veja a consequência da sua intervenção; estes padrões são em número infinito, tal como o sentido é mutável.&lt;br /&gt;Neste poema apesar de ser o leitor a dar o sentido ao texto este está condicionado àquilo que já está instituído pelo autor (conteúdo do poema). Deste modo o sentido está no acto de parar o movimento e criar um padrão e no próprio movimento da palavra/das letras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-1311410841373075310?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1311410841373075310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1311410841373075310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/enigma-n-jim-andrews.html' title='“Enigma N” – Jim Andrews'/><author><name>Cristiana Domingues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-4492382618270271904</id><published>2008-11-11T17:27:00.000Z</published><updated>2008-11-11T17:50:20.845Z</updated><title type='text'>Enigma n de Jim Andrews</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O poema de Jim Andrews joga com o sentido das palavras e exemplifica o processo de construção de significados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Partindo da palavra "meaning" (significado) e através de uma desordem, voluntariamente infligida pelo "leitor" da obra digital, as letras que constituem a palavra inicial são misturadas. Em movimentos circulares orientados para a esquerda ou para a direita e de modo mais lento ou mais rápido, consoante a vontade do utilizador, forma-se o caos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobressai o enigma n, ressignificação de meaning, que para o olho desejoso de atribuir sentido ao que vê, parece a solução mais lógica. No entanto, as letras perpetuam o seu movimento e, apesar da sensação de familiaridade, o que vemos já não é o que víamos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tal como no poema, o sentido das palavras é mutável, dependente da vontade dos indivíduos, contínuo e permanente. Esta analogia com a realidade é precisamente o que torna o (aparentemente simples) poema tão brilhante e é também o que nos faz olhar para esta obra de Jim Andrews e ver para além do tal enigma...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-4492382618270271904?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4492382618270271904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4492382618270271904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/enigma-n-de-jim-andrews_11.html' title='Enigma n de Jim Andrews'/><author><name>Maria Eduarda Eloy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-8289616800148097762</id><published>2008-11-07T20:27:00.000Z</published><updated>2008-11-07T20:28:43.549Z</updated><title type='text'>“Tudo está dito” – Augusto de Campos</title><content type='html'>“Tudo está dito”, de Augusto de Campos, é um poema concreto que joga com a percepção humana da forma uma vez desconstrói o processo de funcionamento da língua.&lt;br /&gt;Esta desconstrução deve-se em parte ao aspecto e construção do poema: este baseia-se numa sobreposição de duas cores, o preto e o branco, que assumem diferentes formas, consoante a cor a que o leitor dá relevo durante a sua leitura, em duas colunas, e a junção das letras. Toda esta construção do poema dificulta a leitura e interpretação por parte do leitor pois obriga-o a afastar-se do seu código de leitura dito “normal” e a interiorizar o novo código para conseguir interpretar a mensagem que o poema pretende transmitir.&lt;br /&gt;Devido à complexidade do poema podemos afirmar que neste caso a produção do sentido é relativa uma vez que os leitores podem criar novos códigos de leitura e fazer interpretações diferentes, ou seja, o leitor pode afastar-se dos padrões de leitura e interpretação que o autor, quando criou o poema, pretendia transmitir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-8289616800148097762?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8289616800148097762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/8289616800148097762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/tudo-est-dito-augusto-de-campos.html' title='“Tudo está dito” – Augusto de Campos'/><author><name>Cristiana Domingues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-1260310625437664655</id><published>2008-11-04T23:47:00.002Z</published><updated>2008-11-04T23:51:16.112Z</updated><title type='text'>coraçãocabeça de Augusto Campos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;À primeira vista deparamo-nos com um emaranhado de sílabas e palavras desconexas.&lt;br /&gt;Num pulsar, a percepção altera-se e, aos poucos, começamos a decifrar o código. De repente, as palavras formam-se na nossa mente e as frases ganham sentido.&lt;br /&gt;O conflito entre razão (cabeça) e sentimento (coração) está latente em todo o poema. No entanto, há indícios que sugerem um vencedor neste feudo.&lt;br /&gt;Sem atentar nas palavras, o próprio pulsar/ latejar do poema, com a cor vermelha como fundo, remete para o batimento cardíaco, para o fluxo sanguíneo e, em sentido figurado, para o órgão vital associado à emoção.&lt;br /&gt;Por outro lado, as palavras do poema parecem indicar que a razão depende do sentimento, que há uma ligação ou uma complementaridade entre os dois aspectos aparentemente distintos, mas com o coração/ sentimento numa posição dominante (o próprio título coloca o coração em destaque, mas unindo-lhe a palavra cabeça).&lt;br /&gt;A expressão “Minha cabeça começa em meu coração” também poderá estar relacionada com o mecanismo fisiológico da circulação – que, através de um batimento, permite que o sangue arterial flua desde o coração para todo o corpo incluindo, logicamente, a cabeça. Remete-nos figurativamente para a influência do sentimento na razão.&lt;br /&gt;“Meu coração não cabe em minha cabeça” pode ser interpretado como a impossibilidade de pensar racionalmente acerca de uma emoção e para o quão avassalador é sentir, em comparação com o acto de pensar.&lt;br /&gt;Tal como noutros poemas concretos, as palavras em coraçãocabeça ganham uma força e uma identidade únicas, devido ao modo como são dispostas. Inicialmente, aparentam existir no poema apenas duas palavras estranhas. A confusão de letras exige, por parte do leitor, uma desconstrução da leitura e uma reconstrução adaptada ao código da obra.&lt;br /&gt;Tendo em conta o facto de o código ser diferente em cada poema concreto (mas considerando que todos os elementos do poema têm um simbolismo específico, não sendo colocados aleatoriamente por uma questão meramente estética) a experiência do leitor torna-se muito mais dinâmica do que na poesia tradicional.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-1260310625437664655?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1260310625437664655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/1260310625437664655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/coraocabea-de-augusto-campos.html' title='coraçãocabeça de Augusto Campos'/><author><name>Maria Eduarda Eloy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-4200562854041066116</id><published>2008-11-04T19:44:00.000Z</published><updated>2008-11-04T19:55:18.212Z</updated><title type='text'>Bíblia de Gutenberg</title><content type='html'>Segundo Jay David Bolter e Richard Grusin, os media relacionam-se uns com os outros numa forma de &lt;strong&gt;remediação&lt;/strong&gt;, isto é, os media complementam-se uns aos outros. Este conceito designa o processo através do qual uma forma que tem origem num determinado meio é transposta para um novo meio, adaptando-se a ele, mas não perdendo as suas características iniciais.&lt;br /&gt;A Bíblia de Gutenberg, em formato digital, é um bom exemplo prático de remediação. Estamos perante um site composto por uma digitalização de todas as páginas deste livro e dotado de instrumentos adicionais que permitem explorar a bíblia como se fosse um livro, uma vez que as digitalizações das páginas do livro estão feitas à escala e podemos ampliá-las para facilitar a leitura. Deste modo temos a sensação que estamos a consultar a Bíblia de Gutenberg, mas na realidade trata-se de uma representação digital da mesma o que faz com que não tenhamos acesso directo ao objecto mediado, no caso a Bíblia de Gutenberg.&lt;br /&gt;Esta nova forma de apresentar livros e outras obras na internet, usando o processo de remediação, é bastante vantajosa para o leitor uma vez que este pode, por exemplo, seleccionar o conteúdo do livro que pretende explorar mais facilmente, ao contrário do que acontece com livros/obras impressos (as) em papel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-4200562854041066116?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4200562854041066116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/4200562854041066116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/bblia-de-gutenberg.html' title='Bíblia de Gutenberg'/><author><name>Cristiana Domingues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-5577995230304198498</id><published>2008-11-04T18:48:00.000Z</published><updated>2008-11-04T19:10:40.761Z</updated><title type='text'>Desvendando o "Enigma n" de Jim Andrews</title><content type='html'>Meaning, significado. É esta a palavra que nos aparece sobre o fundo negro.&lt;br /&gt;Através de várias opções que Jim Andrews põe à disposição do leitor, é possível descontruir, desmontar, separar, baralhar, colorir, centrifugar a palavra meaning. Há um número quase infinito de combinações que o leitor pode produzir, visualizando o resultado final. Em "Enigma n" o papel atribuído ao espectador é de grande importância na (des)construção da obra, característica principal dos poemas ergódicos de que este é exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso que a palavra escolhida por Andrews é "meaning". Com este poema demonstra-se o quão instável é o sentido das palavras, isto é, como hoje uma palavra tem um significado, no futuro pode ter outro. A vida está longe de ser imutável e fixa, nada do que conhecemos é assim. As palavras, produto histórico-cultural da nossa vivência, muito menos. O que aparentemente está coeso e imutável, como observamos quando vemos "meaning" estática e cinzenta, por acção do leitor, depressa ganha uma vida: as letras giram, misturam-se, rodam, variam de velocidade, e a imagem que tínhamos inicialmente depressa se desvanece, dando a origem a uma miríade de novas possibilidades. Andrews faz o elogio ao movimento e à vivacidade da palavra. As palavras têm outras dimensões além das tradicionais. Porque é que água significará sempre água? Não é o poeta um fingidor? Que o sejam as palavras também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esta a beleza de "Enigma n" e é esta a beleza da palavra viva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-5577995230304198498?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5577995230304198498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5577995230304198498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/desvendando-o-enigma-n-de-jim-andrews.html' title='Desvendando o &quot;Enigma n&quot; de Jim Andrews'/><author><name>João A. Ribeiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-6401263235713928980</id><published>2008-11-02T20:21:00.000Z</published><updated>2008-11-02T21:07:16.191Z</updated><title type='text'>Jim Andrews, Enigma N</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Enigma n&lt;/em&gt;, à partida desconexo e invulgar é extremamente rico em informação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao abrirmos a primeira página deparamo-nos com a palavra &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Meaning&lt;/span&gt; e com uma série de opções. O leitor "assume as rédeas do poder", sendo que, a partir desse momento é ele quem vai atribuir sentido ao poema. A atribuição de sentido é feita através dos vários clicks que o leitor vai efectuando em cada uma das opções disponíveis, que possivelmente são um número infinito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada ser humano é singular no mundo, logo a sua noção de sentido é própria e única. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jim Andrews, ao criar este poema pretendeu demonstrar a impossibilidade da criação de uma noção de sentido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Concluindo,o sentido não existe sem a intervenção do sujeito, portanto, este é como que um segundo autor da obra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-6401263235713928980?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6401263235713928980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6401263235713928980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/jim-andrews-enigma-n.html' title='Jim Andrews, Enigma N'/><author><name>Sara cruz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-7180634477875758632</id><published>2008-11-01T18:06:00.000Z</published><updated>2008-11-01T18:15:52.152Z</updated><title type='text'>"Enigma n" - Uma outra dimensão dos sentido</title><content type='html'>"Enigma n", de Jim Andrews, procura uma outra dimensão do sentido. Através da intervenção do leitor e, de uma forma dinâmica, o poema que constitui a palavra "Meaning" ganha as mais variadas formas, cor e movimento. A palavra "Meaning" traduzida para português é significado.&lt;br /&gt;O leitor ao intervir na dinâmica do poema, pode dar-lhe o significado que desejar e imaginar. Desta forma, Jim Andrews permite o uso da imaginação a todos, não havendo limites para tal!&lt;br /&gt;"Meaning" como significante, corresponde a uma representação acústica da sua própria sonoridade. Mas, se pensarmos na sua representação escrita, destaca-se como significado. Partindo da ideia que todo o sistema de significação é altamente dinâmico, os significados tornam-se não absolutos, mas sim instáveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-7180634477875758632?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/7180634477875758632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/7180634477875758632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/enigma-n-uma-outra-dimenso-dos-sentido.html' title='&quot;Enigma n&quot; - Uma outra dimensão dos sentido'/><author><name>Fábio Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_7UtzHu5UPGo/TA_FumUnLGI/AAAAAAAAABA/idDC4BYC5Vo/S220/DSC01337.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-5983952628895384073</id><published>2008-11-01T16:56:00.000Z</published><updated>2008-11-01T17:20:31.693Z</updated><title type='text'>"Enigma n" de Jim Andrews</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SQyPgZAB_EI/AAAAAAAAAL4/dmqyIkxBdxo/s1600-h/enigma+n.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 252px; height: 285px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SQyPgZAB_EI/AAAAAAAAAL4/dmqyIkxBdxo/s320/enigma+n.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263739851118869570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Enigma n" de Jim Andrews é um excelente exemplo da literatura digital, da união da arte com a tecnologia. Este anipoema cria em nós imensas questões com apenas uma palavra: "meaning". Esta palavra, associada à animação digital, leva-nos a entrar no mundo da Psicologia, da Filosofia...&lt;br /&gt;O que é o nosso significado? O que é o significado para os outros? O que é o significado das coisas? Será o significado algo concreto, inquestionável?&lt;br /&gt;Jim Andrews responde que não. Ao entrarmos neste anipoema, mostra-nos que o significado é imensamente subjectivo, que tem imensas variáveis, que se torna diferente de pessoa para pessoa (ou de clique para clique...). Em "Enigma n" apercebemo-nos das infinitas formas que o significado pode ter. A cultura, a religião, a etnia, a sociedade, a personalidade de cada um, afecta o significado de tudo, torna o significado bastante pessoal, demasiado enraizado para ser considerado como algo concreto, absoluto, invariável. Qualquer pessoa que "participe" neste anipoema tornará o "meaning" pessoal, neste caso, estático ou ondulante, com letras grandes ou pequenas, veloz ou lento, com cores iguais ou diferentes... Jim Andrews com este fantástico anipoema mostra às pessoas que o significado é algo tão característico de cada um de nós, como o nosso ADN. Mostra que cada um vê o mundo e a vida, de forma diferente, dando-lhes diversos significados e sentidos...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-5983952628895384073?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5983952628895384073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/5983952628895384073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/enigma-n-de-jim-andrews.html' title='&quot;Enigma n&quot; de Jim Andrews'/><author><name>João Gaspar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SvCl2YMKvsI/AAAAAAAAAUk/hOYtSxIhPpE/S220/Think+on.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SQyPgZAB_EI/AAAAAAAAAL4/dmqyIkxBdxo/s72-c/enigma+n.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-7638034102289077060</id><published>2008-11-01T16:31:00.001Z</published><updated>2008-11-08T20:51:14.955Z</updated><title type='text'>"Greve" de Augusto de Campos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.projetomemoria.art.br/RuiBarbosa/fotografias/greve2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 304px; height: 206px;" src="http://www.projetomemoria.art.br/RuiBarbosa/fotografias/greve2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Augusto de Campos, "discípulo" da poesia concreta, deu um novo fulgor à literatura e ao seu possível futuro, ajudando a desenvolver uma ligação entre o poeta e a tecnologia. Este tipo de poesia, é um desafio para quem a lê, dando ao leitor a oportunidade de decifrar a mensagem deixada pelo poeta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Greve" de Augusto de Campos, é um exemplo desta forma de expressão da poesia. Este poema é-nos apresentado com a palavra "greve" a vermelho, que vai aparecendo e desaparecendo, como se tratasse de um grito mecanizado, que vai e vem, que se repete exaustivamente. O vermelho, simboliza então, a luta dos grevistas, o sofrimento, a rebeldia. À frente da palavra que dá nome ao poema, apresentam-se 5 versos: "  arte longa, vida breve/escravo se não escreve/ escreve só não descreve/ grita, grifa, grafa, grava/uma única palavra". Estes 5 versos, completam então o poema de Augusto de Campos, dão outra alma à "Greve". A greve, interpretada pelo autor como sendo uma arte, é dura e temível. Associa-a aos escravos, aos trabalhadores que não têm conhecimentos, que têm que se submeter às ordens do seu patrão. Contudo, apesar de uma greve ser dura, se calhar demasiado dura para tão poucos resultados, Augusto de Campos dá força à palavra, como se ela gritasse por si só, como se a palavra desse poder aos que não têm. Esta "única palavra", marcada a vermelho, é forte o suficiente para ser gravada nas mentes das pessoas, para que todo o seu fim, para que toda a sua luta não seja esquecida...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-7638034102289077060?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/7638034102289077060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/7638034102289077060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/11/greve-de-augusto-de-campos.html' title='&quot;Greve&quot; de Augusto de Campos'/><author><name>João Gaspar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_R1g8lz_-yFs/SvCl2YMKvsI/AAAAAAAAAUk/hOYtSxIhPpE/S220/Think+on.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-6061176958840758745</id><published>2008-10-31T02:52:00.000Z</published><updated>2008-10-31T02:59:30.794Z</updated><title type='text'>Poesia Concreta - Augusto de Campos</title><content type='html'>À primeira vista, não passa de um poema dadaísta, mas para que possamos desvendá-la, a poesia concreta exige muito mais do que uma mistura de palavras soltas em um saquinho e retiradas aleatoriamente para formar algo totalmente sem sentido, sem contexto, sem poesia.&lt;br /&gt;Iniciada na década de 50, a poesia concreta implica que a palavra vai além de um significado, multifacetada, suas sílabas nos mostra uma sonoridade que vai além de um tom. A materialidade, a forma do poema interage literalmente com as palavras, nos deixando assim, um tanto quanto confusos ao vermos algo diferente daquele código de leitura o qual nos é imposto e estamos acostumados. Dessa forma, o primeiro passo a seguir para “decifrarmos” a poesia concreta é sabermos qual código de linguagem utilizar, este, que para o concretismo, nunca é o mesmo, o que o torna ainda mais interessante, ficando nas mãos do leitor, sua própria forma de interpretação.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Analises:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;coração&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;cabeça&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Augusto de Campos, o poema Coração Cabeça, assim que deciframos seu código de leitura, nos passa a ideia de que o coração e a cabeça são totalmente opostos, como podemos ver na frase decifrada “meu coração não cabe em minha cabeça e minha cabeça não cabe em meu coração”. Apesar de opostas, a razão e a emoção complementam-se, e o poema mostra-nos isso ao ser apresentado como palpitações de um coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Tensão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste poema, também de Augusto de Campos, sentimos verdadeiramente uma grande tensão, visto que, ao iniciarmos a leitura do poema, pela forma relativamente normal, não conseguimos encontrar seu sentido, assim que deciframos seu código de leitura, o poema nos causa uma grande tensão por não nos permitir saber aonde começar e onde terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;eis&lt;/span&gt;os&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;am&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;antes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste poema, temos a inteira visão de um acto sexual entre dois amantes, desde o momento em que seus corpos unem-se, a partir de um desejo, nada mais além do que um desejo, até momento em que o “nós” intensifica-se com a ejaculação e a germinação. &lt;br /&gt;O formato do poema acompanha as palavras que descreve todo o caminho desse acto sexual, palavras inicialmente separadas, cores diferentes representando ele e ela, depois unidas, misturadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-6061176958840758745?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6061176958840758745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/6061176958840758745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/10/poesia-concreta-augusto-de-campos.html' title='Poesia Concreta - Augusto de Campos'/><author><name>Gabriela Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_9wVdIPox2ak/SPO3nfU7jnI/AAAAAAAAAH0/CZpTx3TNm9M/S220/071.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22601239.post-3337192029543988173</id><published>2008-10-28T14:37:00.000Z</published><updated>2008-10-28T15:21:03.231Z</updated><title type='text'>S.O.S de Augusto de Campos</title><content type='html'>Perante a visualização do clip-poema,datado em 2000 por Augusto de Campos,percepcionamos na ideia deste poema em primeira mão,um pedido de socorro ou de ajuda de todo o universo humano.&lt;br /&gt;Ao idealizar-mos as palavras que se destoam em sentido centrífugo,nos transmitem a imagem de órbitas e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;backround&lt;/span&gt; do texto como o "espaço"e cujo o som nos determina a ideia de ondas de radio,de transmissões que todos esses factores  nos remetem para um pedido de apelo de toda a  existência  humana.&lt;br /&gt;A ideia do próprio autor ao transmitir sinais que nos atiram para o campo lexical da solidão  pelo uso das expressões: sem pai ...sem mãe...sem sol...numa noite que anoitece, nos leva a considerar que estamos sós neste obscuro,ínfimo e longínquo universo,onde ele em nome de toda a humanidade apresenta a seguinte retórica "que faremos nós?"que certamente nos impulsiona para o desespero e pela solidão em que nos acompanha desde sempre, neste mundo sem qualquer porto de abrigo e onde introspectivamente todos  silenciosamente ocorrem de um pedido de S.O.S constante ao longo das suas vidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22601239-3337192029543988173?l=diglitmedia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3337192029543988173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22601239/posts/default/3337192029543988173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diglitmedia.blogspot.com/2008/10/sos-de-augusto-de-campos.html' title='S.O.S de Augusto de Campos'/><author><name>Diogo Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
